Ferrari é uma das fornecedoras de motor da F1, ao lado de Mercedes, Honda e Renault (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)
O presidente da Ferrari, Sergio Marchionne, acredita que os fornecedores de motor de Fórmula 1 estejam preparados para desenvolver modelos diferentes para seus concorrentes, mas os custos deveriam ser bancados pela Formula One Management (FOM). A empresa é controlada por Bernie Ecclestone e detém os direitos comerciais da categoria.
Os fabricantes de motor da F1 têm até sexta-feira para entregar propostas para a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) sobre diversos quesitos relacionados aos propulsores. Entre eles, a possibilidade de desenvolvimento de modelos alternativos e mais baratos, para reduzir o custo de equipes independentes.
“Se você for à Mercedes e falar ‘por favor, nos dê um grupo de engenheiros para desenvolver um modelo de motor diferente ao da Mercedes, de acordo com as regras da F1 e que custe determinado valor’, acho que a FOM deveria bancar esse custo”, disse Marchionne.
A organização da Fórmula 1 pediu aos desenvolvedores de motores para reduzir os custos dos equipamentos, mas as empresas não gostaram da ideia de terem um limite de preço para cobrar de seus clientes.
“Uma mudança nas regras criando obrigações para Ferrari ou Mercedes é completamente inapropriada. A Ferrari gasta muito dinheiro na F1 e isso tem impacto nas marcas e no desenvolvimento de outros ativos comerciais que não têm a ver com a categoria. Custa muito dinheiro. É caro também para a Mercedes. Parece que Bernie é o único vencedor”, afirmou Marchionne.