Ex-piloto da Ferrari crê que uso do rádio seja prejudicial à Fórmula 1

Imagem ilustrativa para a matéria
Jean Alesi tem 51 anos e é um ex-piloto de Fórmula 1 (Foto: AFP)

Jean Alesi, ex-piloto de Fórmula 1, não concorda com algumas coisas que acontecem nos dias de hoje. Durante sua carreira, o francês atuou por seis equipes, sendo a mais famosa delas a Ferrari. Dentre as críticas, estão o uso do rádio e os motores utilizados.

Para a temporada de 2016, a FIA, Federação Internacional de Automobilismo, restringiu ainda mais o uso de equipamento de comunicação entre pilotos e as equipes, alegando que o condutor não deve ter ajuda externa, e sim conduzir seu carro sozinho. Contudo, para Alesi, a medida não surtiu efeitos, causando problemas para a F1.

Jean Alesi tem 51 anos e é um ex-piloto de Fórmula 1 (Foto: AFP)

Jean Alesi tem 51 anos e é um ex-piloto de Fórmula 1 (Foto: AFP)

"A restrição ao rádio não é suficiente. Com o rádio, os engenheiros dizem pit agora - e já é muita informação. O piloto deve correr por si só e ver o que ele pode fazer. A solução para os problemas da F1 está em fazer o carro mais atraente a partir do exterior e a competição menos organizada com o rádio", declarou ao Motorsport.com.

Outra crítica do ex-piloto é a respeito dos motores utilizados na categoria: o híbrido V6. Além disso, cita a falta de barulho e do ronco dos carros, e não vê volta para o que se tem hoje em dia.

"Eles (os motores) são muito eficientes; e a tecnologia para o ambiente é bom - mas não em termos de automobilismo e do barulho. O problema é que eles foram longe demais, os fabricantes como Ferrari e Mercedes", afirmou.

Jean Alesi fez sua estreia na Fórmula 1 em 1989, pela Tyrrell-Cosworth. Dois anos depois, foi para a Ferrari, onde ficou até 1995. Além destas escuderias, ainda atuou pela Benetton, Sauber, Prost e Jordan, onde se aposentou.

Conteúdo Patrocinado