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Ex-dirigente da F1 afirma que punição no Canadá atrapalhou Vettel

São Paulo , SP
17/09/2019 10:58:25

Em: Fórmula 1, Mais Esportes, Motor, Notícias

Foram quatro décadas no comando da Fórmula 1, mas agora, aos 88 anos, Bernie Ecclestone apenas acompanha a modalidade – mas não sem deixar de dar uma opinião aqui e acolá. Para o inglês, Sebastian Vettel, da Ferrari, vem passando por uma má fase atualmente principalmente por conta da punição aplicada no GP do Canadá, quando perdeu a prova para Lewis Hamilton, da Mercedes.

Alemão foi punido em cinco segundos e perdeu GP do Canadá para Hamilton (Foto: Dan Istitene/AFP)

“Ele parece ter perdido alguma coisa. A pior coisa que aconteceu foi a punição em Montreal. O castigo foi completamente errado e desnecessário. De alguma forma, prejudicou a fé de Sebastian no esporte. A ação dele não foi perigosa. Todo mundo teria reagido como ele. Lewis foi esperto, fazendo parecer perigoso”, disse em entrevista à revista alemã Auto Motor und Sport.

Em junho deste ano, Vettel chegou em primeiro em Montreal, mas não ganhou a corrida. Na volta 48, o alemão e Hamilton protagonizaram um incidente que determinou o resultado. Após errar uma curva e seguir reto, o piloto da Ferrari fechou o britânico da Mercedes contra o muro. Após investigação da direção de prova, Vettel foi punido em cinco segundos, culminando com sua derrota.

Além de falar sobre o assunto, Ecclestone também detonou a atual F1, colocando-se contra a mudança para 22 corridas a partir da próxima temporada e também desfavorável às mudanças nas regras para 2021. É importante lembrar, porém, que foi durante a sua passagem de Bernie que a Fórmula 1 chegou a ter 20 provas pela primeira vez, em 2012.

“Definitivamente, 24 são demais. 16 corridas são suficientes. Quanto mais corridas houver, mais o produto será desvalorizado. Já vimos essa supersaturação no tênis. Existem 100 torneios, mas apenas dez são importantes. Se houver apenas 16 corridas, os organizadores terão que pagar mais. E eles pagarão. Porque o seu evento é ainda mais valioso devido à escassez”, observou.