Diretor da Williams diz que pensar em título em 2026 ou 2027 "não é realista"

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(Foto: Divulgação / Williams F1 Team)

A equipe britânica de Fórmula 1 Williams fez progressos, mas "não é realista" pensar em título em 2026 ou 2027, reconheceu seu diretor, James Vowles, em entrevista concedida à AFP nesta terça-feira.

A poucos dias do início de uma temporada marcada por uma reforma no regulamento técnico, o engenheiro britânico de 46 anos se mostrou determinado a, pelo menos, igualar o quinto lugar no Mundial de construtores de 2025.

Com dois pilotos consistentes como o espanhol Carlos Sainz e o tailandês Alex Albon, e carros equipados com motores Mercedes, Vowles está otimista quanto ao crescimento da Williams, da Fórmula 1 e de seus 800 milhões de fãs.

PERGUNTA: Vocês não participaram dos primeiros testes privados de pré-temporada no final de janeiro em Barcelona devido a atrasos com o novo carro FW48. Isso pode afetar as chances de participar dos testes oficiais no Bahrein em meados de fevereiro?

RESPOSTA: Não ir a Barcelona foi uma das decisões mais difíceis da minha carreira. Mas foi a decisão certa. Com base no excelente trabalho que a Mercedes fez no motor e na caixa de câmbio, tenho grandes expectativas. É um conjunto confiável. Com seis dias de testes no Bahrein, estaremos perfeitamente preparados para Melbourne [Grande Prêmio da Austrália, o primeiro ta temporada, no dia 8 de março].

P: Com o contratempo em Barcelona, qual é a perspectiva para 2026?

R: O que não podemos fazer é lançar o carro muito cedo. Poderíamos ter um carro para Barcelona, mas não estaria à altura. Alguns elementos do carro são realmente impressionantes. Estamos no nível para ganhar o Mundial hoje? Não! Em 2027, também não é realista.

P: Onde você vê a Williams? Entre as três, quatro ou cinco melhores, como em 2025?

R: Esperamos que 2025 sirva como ponto de partida, um marco. O quinto lugar no campeonato de construtores é o nível básico que eu quero que alcancemos e a partir do qual possamos progredir. Mas é exponencialmente mais difícil chegar ao quarto lugar e exponencialmente mais difícil chegar ao terceiro, segundo ou primeiro lugares. O caminho para o segundo e primeiro lugar simplesmente não está planejado para 2026. Ainda temos trabalho a fazer.

P: Existe alguma estratégia para Sainz e Albon?

R: Tratarei os dois pilotos igualmente. Isso não significa sempre equitativamente. Se um sofrer um acidente e danificar o carro, poderá haver uma diferença de desempenho na próxima corrida. Se um tiver uma falha no motor e o outro não, não vamos penalizar o segundo carro. Nosso objetivo é dar aos dois carros um desempenho igual ao longo do ano, porque ambos podem nos ajudar a alcançar uma posição melhor no Mundial. Alex e Carlos assinaram por mais de um ano. Eles querem fazer parte de um projeto. É um acordo com eles.

P: Considerando a evolução da modalidade e o dinheiro envolvido, onde você vê a F1 daqui a cinco anos?

R: A Fórmula 1 continuará crescendo. Está em um estado muito melhor do que no ano passado, que já era excelente. Nossa base de fãs está se expandindo e está mais jovem. São 800 milhões de pessoas que querem acompanhar o esporte. É um número incrível que continuará a aumentar.

*Com conteúdo da AFP

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