Nome mais forte e chefe da McLaren, Ron Dennis recebeu a imprensa internacional, na manhã desta quinta-feira, para colocar um ponto final no que diz respeito ao acidente de Fernando Alonso. O inglês deu explicações sobre a batida do último domingo e afirmou que o espanhol está bem de saúde, mas põe nas mãos dos médicos a participação do piloto no primeiro GP da temporada, na Austrália, no dia 15 de março.
“Fernando foi submetido a todos os exames necessários e podemos dizer que o raio x de Alonso está totalmente normal. Não há sinal de que seu cérebro foi danificado. Podemos afirmar, de maneira categórica, que ele não tem nenhuma lesão”, declarou Dennis, acrescentando que não há um prazo para o retorno do piloto à pista.
“Está completamente lúcido, fisicamente está perfeito. Não podemos determinar quanto tempo vai durar o período de recuperação. Ele queria participar dos testes. Quanto à Austrália (corrida), não vejo motivo algum para que ele não possa estar, mas não sou médico e não vamos contra as opiniões dos médicos”, acrescentou o chefe da equipe britânica.
O chefão da McLaren também confirmou a perda de parte da memória de Alonso, porém ressaltou que isso é normal quando ocorrem acidentes: “Teve uma perda de memória, mas é normal nestes acidentes. Não é nada anormal perder um pouco da memória nesses tipos de situações, mas a recupera no dia a dia. Está tudo bem”.
Ron Dennis ainda reforçou não ter sido uma falha mecânica a causa do acidente do último domingo. O britânico ainda rechaçou a hipótese de o espanhol ter sido eletrocutado enquanto guiava o MP4-30, teoria especulada por grande parte da imprensa internacional. A McLaren segue afirmando que o vento forte foi o principal motivo pelo qual fez o carro perder o controle e bater no muro de proteção da curva 3 do Circuito da Catalunha.
Chefe da McLaren, Ron Dennis está otimista quanto à participação de Fernando Alonso na Austrália (Foto: Kazuhiro Nogi) - Credito: AFP
“Não podemos dizer o que exatamente aconteceu, exceto que nada quebrou, mas não havia nada de anormal no carro, o acidente ocorreu em poucos segundos”, disse Dennis. “Quando uma pessoa leva um choque, há uma enzima que permanece no corpo por 48 horas e em nenhum exame ela foi verificada”, completou.
“Nas voltas anteriores, Alonso dizia que essa curva (3) era complicada porque o vento sacudia o carro. Sim, é verdade que Alonso esteve inconsciente por alguns segundo, mas podíamos escutar, por rádio, sua respiração”, acrescentou Dennis.
Na última quarta, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) anunciou que abrirá uma investigação sobre o acidente. Sobre isso, o chefe da McLaren declarou que a análise foi um pedido da própria equipe e que a única imagem disponível é de péssima qualidade.
“Não vemos nada de anormal. Chega a curva, troca a marcha e começa a acontecer o acidente. Não há nada de anormal no carro, o acidente ocorreu muito rápido, em dois ou três segundos, depois Fernando se golpeia com o capacete no carro e isso provoca todo o resto”, encerrou Ron Dennis.
Neste momento, Fernando Alonso repousa em sua casa em Oviedo, na Espanha. Jenson Button e Kevin Magnussen sentam ao volante da McLaren na terceira bateria de testes coletivos da pré-temporada, em Barcelona, entre esta quinta-feira e domingo.