Com Alonso e Briatore, Ecclestone escolhe “time dos sonhos” da F1

São Paulo, SP

10-08-2015 10:53:25

Proprietário dos direitos comerciais da Fórmula 1, Bernie Ecclestone escalou seu “time dos sonhos” da história a pedido do site oficial da categoria. Conhecido por suas frases impactantes e polêmicas, o britânico de 84 anos escolheu dois pilotos, um chefe de equipe e um carro. Destaque para o espanhol Fernando Alonso, único integrante do “dream team” de Ecclestone entre todos os envolvidos na atual fase da F1.

Bernie deixou multicampeões, como Michael Schumacher, Alain Prost, Juan Manuel Fangio, Sebastian Vettel e Ayrton Senna de fora da lista. Muitas vezes controverso, o britânico preferiu indicar o austríaco Jochen Rindt e Fernando Alonso.

Rindt disputou a categoria entre 1964 e 1970, conquistando seis vitórias, 13 pódios e dez pole positions. Ele é o único campeão mundial póstumo da história da F1. O triunfo de maior destaque ocorreu em Mônaco, em 1970, quando protagonizou uma emocionante perseguição a Jack Brabham. O austríaco morreu após um acidente durante os treinos em Monza, na Itália, em dezembro de 1970.

Já Fernando Alonso foi campeão mundial pela primeira vez em 2005, com apenas 24 anos, acabando com a hegemonia da Ferrari de Schumacher. No ano seguinte, o asturiano ainda conquistaria o bicampeonato ao volante da Renault. Depois disso, o espanhol defendeu a McLaren em 2007, mas a parceria não deu certo e o piloto acabou voltando para a equipe francesa. O destino mais tarde seria a Ferrari, time no qual ficou por cinco anos, sendo três vezes vice-campeão. Na atual temporada, ele guia a McLaren, que retomou a histórica parceria com a Honda.

Já que o assunto é Fernando Alonso e Renault, Ecclestone definiu Flavio Briatore como chefe da equipe dos sonhos. O italiano dirigiu a Benetton nos dois primeiros títulos de Schumacher, em 1994 e 1995. Na Renault, ele repetiu o feito, mas desta vez com Alonso, piloto de quem era o empresário.

Briatore foi expulso da F1 por arquitetar um acidente durante o GP de Cingapura de 2008, quando exigiu que Nelsinho Piquet provocasse uma batida a fim de ajudar Alonso a vencer aquela prova. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) julgou o caso em 2009, decretando o banimento do italiano da categoria, inclusive como empresário de pilotos. Em 2010, porém, o Tribunal de Grande Instância de Paris, determinou a anulação da sentença da entidade máxima do automobilismo.

Fechando a lista, Ecclestone escolheu o Brabham BT49 como o melhor carro. O bólido levou Nelson Piquet ao seu primeiro título na F1, em 1981. O veículo ainda conquistou sete vitórias, seis poles e anotou 15 pódios durante quatro temporadas, entre 1979 e 1982. Gordn Murray foi o engenheiro responsável pelo projeto da máquina.

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