Apesar do pífio desempenho no GP da Austrália no último fim de semana, onde a equipe ficou em último na fila do grid de largada pela primeira vez na história e sequer pontuou, o britânico Jenson Button acredita que a parceria entre a McLaren e a Honda será a única a fazer frente à hegemonia da Mercedes nos próximos anos.
“Essa parceria pode ser grande no futuro. É disso que precisamos no esporte, alguém que vai desafiar aqueles que estão na frente, no caso agora a Mercedes. Eu realmente acho que este é o time que pode fazer isso. Sei que estamos muito longe agora, mas sempre foi difícil”, afirmou o piloto.
Enquanto a Mercedes provou sua hegemonia ao garantir o primeiro lugar do pódio com Lewis Hamilton e o segundo com Nico Rosberg, o time de Woking mostrou que a parceria entre a escuderia e a montadora japonesa ainda tem um longo caminho pela frente na busca pelo topo, como foi no fim dos anos 80 e início dos anos 90 com Ayrton Senna e Alain Prost.
A situação já estava complicada desde o acidente do espanhol Fernando Alonso na pré-temporada em Barcelona. O bicampeão ficou fora de Melbourne por orientações médicas e acabou substituído pelo inexperiente Kevin Magnussen. Com problemas no motor do carro, o dinamarquês sequer conseguiu largar e não chegou ao grid. Button completou a prova, mas foi o último, duas voltas atrás de Hamilton. Os resultados de domingo deram à Mercedes a liderança isolada do Mundial de Construtores, com 43 pontos - 28 a mais que a Ferrari, segunda colocada. Apesar de todas as dificuldades, Button acredita que o motor desenvovido e aprimorado pela Honda trará à McLaren bons resultados em longo prazo.
“Há áreas em que precisamos melhorar, obviamente, mas o carro básico é muito bom e espero que possamos continuar a acrescentar downforce e desempenho”, avaliou o piloto. “Quando se tem uma boa base, isso faz enorme diferença", finalizou o campeão de 2009 pela GP Brawn.
