Brawn diz que foi erro forçar Rubinho a deixar Schumi passar em 2002

São Paulo, SP

07/01/17 | 18:42

Um dos episódios mais marcantes da história da Fórmula 1 aconteceu no Grande Prêmio da Áustria disputado em 12 de maio de 2002. Na ocasião, a Ferrari ordenou que o brasileiro Rubens Barrichello, então líder da prova, cedesse sua posição ao alemão Michael Schumacher, para que este abrisse uma distância ainda maior na luta pelo título. Quase 15 anos depois, Ross Brawn, um dos diretores da equipe, revelou que se arrepende da decisão.

"Refletindo, Áustria foi um erro. Antes da corrida, discutimos sobre como lidaríamos se essa situação acontecesse. Na prova, Rubens estava na frente de Michael, e dissemos: 'pode deixá-lo passar agora?'. E ele respondeu: ‘Não! Não me façam fazer isso. Esta é a minha grande oportunidade de ganhar a corrida. Não podem fazer isso comigo’", disse à F1 Racing.

SPIELBERG, AUSTRIA: Brazilian Ferrari driver Rubens Barrichello holds his trophy next to his teammate German Michael Schumacher (L) on the podium of the Spielberg racetrack 12 May 2002, at the end of the Austrian Formula One Grand Prix. Schumacher, who had trailed team-mate Barrichello throughout the entire race, was handed the win when the Brazilian pulled aside to let the four-time world champion through just before the chequered flag. Schumacher won the race ahead of his teammate Rubens Barrichello and Colombian BMW-Williams driver Juan Pablo Montoya. AFP PHOTO JEAN-PIERRE MULLER (Photo credit should read JEAN-PIERRE MULLER/AFP/Getty Images)
Após repercussão negativa, Schumacher cedeu o troféu a Rubinho (Foto: Jean-Pierre Muller/AFP)

A poucos metros do fim da corrida, Rubinho desacelerou, deixando de conquistar sua segunda vitória na categoria e vendo o alemão conquistar a 58ª. Logo após o encerramento da prova, a Ferrari foi alvo de vaias, e o descontentamento da torcida com a decisão era evidente. Quem também não estava feliz era Schumacher, que cedeu o troféu a Rubinho e dividiu o primeiro lugar no pódio com o brasileiro. Brawn revelou que a medida não deveria ter acontecido.

"Não tratamos a situação da melhor maneira e, se pudesse voltar atrás, não teria feito isso. Rubens não estava contente com o ocorrido e roubamos uma vitória que ele tinha conquistado. Depois da bandeirada, as coisas pioraram, porque Michael viu a reação do público, e isso fez com que ele colocasse Barrichello no primeiro lugar do pódio, além de que tivemos que pagar uma multa da FIA de um milhão de dólares", finalizou.

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