por Rodrigo França, de Spa (Bélgica)
Em uma das performances mais dominantes dos últimos anos na F1, Max Verstappen venceu o GP da Bélgica após largar na 14a colocação. Mais do que isso: impôs uma vantagem assombrosa sobre seu companheiro de equipe, Sergio Perez, o segundo colocado também com Red Bull, e sobre os times que ameaçavam o bicampeonato do holandês, caso específico da Ferrari.
Com a vitória, o bicampeonato de Verstappen é só uma questão de tempo – a vantagem para Leclerc subiu para 98 pontos e o ferrarista inclusive já não ocupa mais a segunda posição na tabela, que agora é de Perez. Mas o mexicano também sabe que não caberá a ele o papel de rivalizar com o primeiro piloto da Red Bull pelo segundo título seguido na F1.
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— Formula 1 (@F1) August 28, 2022
“Foi um final de semana incrível, mas a gente não esperava um resultado como este”, confessou o holandês na sala de imprensa aqui em Spa-Francorchamps depois da corrida. De fato, ontem, após o treino classificatório, ele mesmo dizia que um pódio já seria lucro dado a punição por largar nas últimas filas na Bélgica.
A superioridade da Red Bull em um dos circuitos mais seletivos do ano assustou até mesmo o heptacampeão mundial de F1, Lewis Hamilton, que não acreditava que seu tempo havia sido “um segundo e oito décimos” pior que o do holandês na classificação.
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Terceiro colocado hoje, Carlos Sainz da Ferrari também revelou. “A gente sabia que eles (Red Bull) estariam fortes, mas não como neste ritmo de corrida visto hoje”, completou o espanhol, que “herdou” a pole position ontem após as punições, mas ainda assim não teve condição de brigar pela ponta.
A próxima corrida será justamente na “casa” de Verstappen, no GP da Holanda. Se a celebração de mais uma vitória ampliar a margem para 100 pontos do segundo colocado, o holandês poderá manter este ritmo e ser campeão com quatro ou até cinco etapas de vantagem, no GP do Japão, por exemplo.
Conquistando um segundo título aos 24 anos, será que Max vai enfileirar uma sequência de recordes? Pergunto a ele se pretende seguir competitivo até os 40 anos, como Fernando Alonso, seu companheiro de grid atualmente. Isso daria mais 16 chances de título para o piloto da Red Bull, mas ele é categórico na resposta. “De jeito nenhum, você não me verá aqui aos 40, com certeza estarei fazendo outra coisa nesta idade”, brincou.
O tempo dirá até quando Max vai se cansar de brilhar nas pistas como fez neste domingo no circuito de Spa-Francorchamps.