por Rodrigo França, de Spa (Bélgica)
A sexta-feira amanheceu com uma grande notícia para a F1 no Circuito Spa-Francorchamps, onde será disputado o GP da Bélgica neste domingo. Com um aviso em cima da hora, os organizadores convidaram a imprensa para um anúncio do CEO da F1, o italiano Stefano Domenicali, e “uma outra parte” que seria revelada na sala de entrevista coletiva.
O “segredo” durou pouco e nem foi tão bombástico, já que o anúncio era esperado para ainda este ano – mas a velocidade de todas as confirmações mostra o apetite voraz da nova participante da F1: a Audi, montadora alemã que tem histórico de centenas de vitórias em competições importantes, como 24 Horas de Le Mans, Mundial de Rally, mas que pela primeira vez encara um desafio desta magnitude na F1.
“Temos o prazer de receber uma empresa como a Audi na F1, uma marca icônica, pioneira e inovadora tecnológica. Este é um momento importante para o nosso esporte que destaca a enorme força que temos como plataforma global que continua a crescer. Também é um grande reconhecimento de que nossa mudança para motores híbridos sustentados em 2026 é uma solução futura para o setor automotivo. Estamos todos ansiosos para ver o logotipo da Audi no grid e ouviremos mais detalhes sobre seus planos no devido tempo”, disse Domenicali.
BREAKING: Audi will join Formula 1 in 2026!#F1 pic.twitter.com/fRnPvmSwU2
— Formula 1 (@F1) August 26, 2022
Presidente do conselho da Audi, Markus Duesmann disse aqui aos jornalistas em Spa que a Audi já tem uma equipe trabalhando no projeto da F1, embora a entrada oficial da marca seja apenas daqui quatro temporadas.
“Automobilismo é parte integral do DNA da Audi. Com as novas regras anunciadas para 2026, tivemos a certeza de que agora é o momento certo para se envolver com a F1”, disse o executivo.
Não há detalhes da operação, mas se especula que a Audi teria uma equipe de fábrica, adquirindo a Sauber – hoje ligada a outra marca automotiva, a Alfa Romeo. Os alemães podem fornecer motores para outros times e ter seu próprio carro, como fazem Mercedes e Ferrari, por exemplo. Outra alemã que deve confirmar entrada para 2026 é a Porsche, em parceria com a Red Bull – ambas são do grupo Volkswagen.
No Brasil, a marca Audi já teve uma ligação direta com a F1: foi trazida ao País por ninguém menos que o então tricampeão mundial de F1, Ayrton Senna.