Kimi Antonelli tem mais uma oportunidade de ampliar sua vantagem na disputa pelo título do Mundial de Fórmula 1 neste fim de semana, no Grande Prêmio do Azerbaijão, a primeira etapa de uma sequência de três corridas que pode definir o campeonato.
Impulsionado por suas oito vitórias nesta temporada e com uma vantagem de 81 pontos sobre seu companheiro de Mercedes, o britânico George Russell, o jovem piloto de 20 anos está perto de se tornar o primeiro campeão italiano desde Alberto Ascari, em 1953.
Mas tanto ele quanto a escuderia alemã sabem que é preciso manter os pés no chão no GP do Azerbaijão, com seu arrojado circuito de rua em Baku, onde o caos é constante nas corridas.
Veja também:
Todas as notícias da Gazeta Esportiva
Canal da Gazeta Esportiva no YouTube
Siga a Gazeta Esportiva no Instagram
Participe do canal da Gazeta Esportiva no WhatsApp
"Os resultados recentes têm sido animadores, mas não garantem nada", disse o chefe da Mercedes, Toto Wolff.
"Baku deixará qualquer ponto fraco em evidência muito rapidamente. Temos que encarar o fim de semana com humildade, fazer bem o básico e somar cada ponto", acrescentou Wolff.
Depois de vencer na Itália e na Espanha, Antonelli tentará consolidar ainda mais sua liderança no campeonato, embora também tenha admitido que teve sorte em Madri, já que a entrada do Safety Car virtual tirou a vitória do britânico Lando Norris, da McLaren.
"As duas últimas corridas nos trouxeram bons resultados", afirmou Wolff. "Mas não mudam a nossa avaliação de onde estamos... Há várias equipes capazes de brigar na ponta".
Com três Grandes Prêmios consecutivos nas próximas três semanas, o chefe da Mercedes está ciente de que há "pouco tempo para 'resetar' entre as corridas, então a preparação, a confiabilidade e a execução operacional se tornam ainda mais importantes".
"São nesses momentos que a nossa posição no campeonato pode se fortalecer ou se perder", advertiu.
O circuito de rua de alta velocidade em Baku pode reservar incidentes e resultados inesperados, enquanto as etapas seguintes, na Malásia e em Singapura, serão fisicamente exaustivas para todos.
A corrida deste ano no Azerbaijão será disputada no sábado, pois o país comemora o seu Dia da Memória no domingo. Por isso, os treinos livres começam na quinta-feira, em vez da tradicional sexta-feira.
Title permutations heading into Baku 🧐#F1 #AzerbaijanGP pic.twitter.com/6xkZgMSQX8
— Formula 1 (@F1) September 23, 2026
Ferrari, Red Bull e McLaren correm por fora
Será a décima edição do GP do Azerbaijão, prova que entrou para o calendário em 2016, inicialmente como Grande Prêmio da Europa, e que não foi realizada apenas em 2020, devido à pandemia de covid-19.
Além da Mercedes, as outras equipes de ponta têm motivos para estar otimistas.
O monegasco Charles Leclerc, da Ferrari, tem um histórico brilhante nas classificações do Azerbaijão: sua sequência de quatro pole positions consecutivas só foi interrompida no ano passado, quando sofreu um acidente e não conseguiu marcar tempo.
No entanto, Leclerc nunca venceu esta prova.
Seu companheiro de equipe, o heptacampeão mundial Lewis Hamilton, praticamente deu adeus à disputa pelo título: é o terceiro colocado no campeonato de pilotos, a 101 pontos de Antonelli.
Ainda assim, Hamilton, que venceu em Baku em 2018, pode ser um candidato à vitória se ele e a Ferrari recuperarem sua melhor versão.
O holandês Max Verstappen buscará sua terceira vitória em Baku com a Red Bull, equipe com a qual venceu cinco vezes neste circuito, quatro delas nos últimos cinco anos.
O australiano Oscar Piastri, da McLaren, foi o único capaz de quebrar esse domínio de Verstappen e da Red Bull.
"É um circuito de rua exigente e técnico", explicou o tetracampeão mundial, que na semana passada participou de uma corrida de kart inédita contra outros 100 pilotos em Silverstone: largou em último e levou 35 minutos para assumir a liderança, na 14ª das 30 voltas previstas.
Verstappen voltará a ter como companheiro o francês Isack Hadjar, que não disputou as últimas três corridas depois de sofrer uma lesão no punho durante um treinamento nas férias de verão.
*Por AFP