Alta cúpula da F-1 se reúne em Paris para discutir mudanças para 2017

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Mudanças. Esse é o principal objetivo da reunião entre dirigentes e chefes de equipes com o nome mais forte da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, e com o presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Jean Todt, em Paris, nesta quinta-feira. O tema das conversações é a possibilidade dos times aderirem os motores com mais de mil cavalos de potência e de pneus mais eficientes, além de uma maior pressão aerodinâmica nos carros. As mudanças, porém, deverão ser injetadas na categoria somente a partir de 2017.

Durante o ano passado e mais recentemente, foram muitas as reclamações de pilotos e outros membros de equipes em relação ao barulho reduzido dos motores V6 turbo. Ecclestone, inclusive, também já se manifestou favorável ao retorno dos propulsores V8. Algumas propostas podem ser postas em prática já em 2016.

Chefe da McLaren, Ron Dennis não esconde seu desejo de uma mudança radical na Fórmula 1, mas ressalta que ela deve ocorrer em 2017 para que as equipes tenham um tempo maior de adaptação e um confortável fôlego financeiro , já que os gastos seriam bem mais significantes caso as novas medidas fossem adotadas no ano que vem.

“Se nós vamos mudar a Fórmula 1, devemos mudá-la de forma dramática. Portanto, devemos mudá-la radicalmente em 2017, e então essa mudança será mais acessível. Se nós mudarmos a F-1 em 2016, as implicações de custos serão enormes, porque estamos tentando economizar dinheiro”, avisou o líder do time de Woking.

Bernie Ecclestone (à esquerda) e Jean Todt estão em Paris para discutir possíveis mudanças na Fórmula 1

Bernie Ecclestone (à esquerda) e Jean Todt estão em Paris para discutir possíveis mudanças na Fórmula 1 - Credito: AFP

Outra pauta que deve ser discutida em Paris é sobre a quantidade de equipes no campeonato. O regulamento da Fórmula 1 prevê o número de 22 carros no grid, porém com as dificuldades financeiras da Caterham e Marussia, apenas 18 veículos foram inscritos, até o momento, para o Mundial de 2015.

Os dirigentes gostam da ideia de carros mais potentes, mas também não querem que outras escuderias se intimidem na tentativa de entrar na categoria. Tanto que Pat Symonds, diretor-técnico da Williams, vê o grid cheio mais atrativo financeiramente.

“Eu gosto da ideia de motores de 1.000 cv, gosto da ideia de carros espetaculares. Mas também gosto de ter muitos carros no grid, e acho que essa deve ser a nossa principal preocupação neste momento. Para que tenhamos um negócio rentável e que atraia os espectadores”, disse o colega do brasileiro Felipe Massa.

A situação da Marussia, que precisa de uma autorização para disputar o campeonato deste ano com o carro de 2014, e a indefinição quanto ao GP da Alemanha, também serão discutidos. A Fórmula 1 deverá aprovar as mudanças no próximo dia 18 e ratificá-las antes do prazo final de 1º de março, contando com o apoio da maioria das escuderias.

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