Talentoso e brilhante nas décadas de 1970 e 1980, o australiano Alan Jones foi para a Inglaterra sem um centavo e, alguns anos mais tarde, chegou à Fórmula 1, onde competiu - entre outros - contra Alain Prost e Niki Lauda, antes de se sagrar campeão mundial.
Alan Jones
1980 F1 World Champion
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— Formula 1 (@F1) November 5, 2026
Falecido nesta quinta-feira, aos 80 anos, Alan Jones foi o primeiro piloto a conquistar o título mundial ao volante de um Williams, em 1980.
Ele havia chegado à categoria principal cinco anos antes, sendo contratado por Frank Williams após sua primeira vitória em um Grande Prêmio - na Áustria, em 1977 -, ao volante de um Shadow.
A equipe daquele que viria a se tornar Sir Frank mudou, então, de patamar graças a capital saudita e Jones encontrou, finalmente, um carro capaz de vencer. Ele também havia corrido pela Hesketh e pela Hill-Lola.
No Grande Prêmio da Áustria de 1977, Jones tomou a primeira posição do austríaco Niki Lauda, impedindo-o de vencer em casa.
O australiano conquistou quatro vitórias no final de 1979 e outras quatro no início da temporada de 1980, a bordo de um carro tão competitivo quanto frágil.
Diante do temível brasileiro Nelson Piquet (Brabham) - que era mais regular -, Alan Jones conseguiu vencer as duas últimas corridas do ano, conquistou o título e se tornou o segundo campeão mundial australiano de F1, depois do inigualável Jack Brabham.
Piquet daria o troco na temporada seguinte, na qual conquistou o primeiro de seus três títulos mundiais (1981, 1983 e 1987), com uma vantagem de quatro pontos sobre o australiano.
No Grande Prêmio da Alemanha de 1981, um duelo memorável colocou frente a frente Alan Jones e o francês Alain Prost. No momento em que Prost e seu compatriota René Arnoux disputavam, ou negociavam, uma ultrapassagem, o australiano deslizou habilmente seu carro por entre os dois, superando ambos de uma só vez. Contudo, ele terminou a prova na 11ª posição.
No ano seguinte, Jones deixou a Fórmula 1, com um retrospecto de 12 vitórias e 24 pódios.
Em uma entrevista concedida em 2012, ele lamentou não ter respondido com rapidez suficiente à Ferrari, que lhe ofereceu um contrato como piloto oficial após o acidente fatal de Gilles Villeneuve durante o treino classificatório para o Grande Prêmio da Bélgica de 1982.
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Alan Jones retornou duas vezes à F1: em 1983, com um Arrows (abandonou em Long Beach), e em 1986, com um Lola da equipe Haas-Beatrice, antes de experimentar outras categorias (carros de turismo, GT).
Também participou das 24 Horas de Le Mans com um Porsche, mas não obteve sucesso.
Nascido em 2 de novembro de 1946 -filho de Stan Jones, um excelente piloto da década de 1950 na Austrália — Alan partiu sozinho para a Inglaterra após a falência de seu pai.
Estreou na F3 em 1969, mas teve de esperar seis anos para estrear na F1.
Depois de se afastar das pistas, se tornou comentarista em emissoras de televisão australianas que cobriam a Fórmula 1, primeiro no Channel 9 e, posteriormente, na Network 10.
Muito respeitado em seu país, permaneceu como um ícone para o público do GP da Austrália e serviu de exemplo para Daniel Ricciardo, na época na Renault.
Em 70 anos de F1, apenas dois australianos foram campeões mundiais: Sir Jack Brabham, três vezes, e Alan Jones, uma vez.
*Por AFP