A importância do GP de Suzuka na carreira de Ayrton Senna; relembre

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Conversa com o mecânico no GP do Japão, em 1989 (Foto: Toshifumi KITAMURA / AFP)

Neste fim de semana, a Fórmula 1 terá o GP de Suzuka, no Japão, marcando a terceira prova da temporada de 2025.

Estreando na categoria em 1963, o circuito é um dos mais tradicionais da F1 e muito importante para a carreira de Ayrton Senna, marcando momentos históricos para o automobilismo brasileiro.

 

1988: O primeiro de Senna

O GP de Suzuka era a penúltima corrida do campeonato naquele ano. Ayrton Senna e o francês Alain Prost, companheiro de equipe na McLaren, disputavam o título. O brasileiro havia vencido sete corridas e Prost seis até então.

Logo na largada, o carro de Senna, que iniciaria com a pole, teve problemas que forçaram o piloto a começar na 14ª colocação. Com uma volta ele conseguiu ganhar seis posições e na 28ª recuperou o prejuízo ao ultrapassar o companheiro e reassumir a liderança. Ayrton defendeu a posição até o final da prova e com a vitória, conquistou o primeiro mundial de sua carreira.

Naquele ano a McLaren venceu 15 dos 16 Grandes Prêmios da Fórmula 1, sendo oito vitórias para Ayrton Senna e sete para Alain Prost, que venceu a última prova na Austrália, em Melbourne.

Ayrton Senna ao lado de Alain Prost em 1988, ano em que o brasileiro conseguiu seu primeiro título mundial (Foto: AFP)


1989: Auge da rivalidade 

Ayrton Senna buscava o bicampeonato e, para isso, precisava vencer no Japão e na Austrália. Prost liderava o Mundial de Pilotos com 76 pontos e Senna era o segundo com 60. 

A prova foi bastante polêmica, com Alain Prost queimando a largada para tomar a ponta e jogando Senna para o lado sujo da reta. O francês colocou um ritmo intenso nas primeiras voltas e ganhou distância de Ayrton, que economizou os pneus para atacar no final da prova. Na 30ª volta, Senna já estava começando a reduzir a diferença para o líder, até que 17 voltas depois, em uma tentativa de Senna de tomar a liderança, Prost colidiu propositalmente com o brasileiro para que ambos fossem desclassificados. O movimento lhe sagrava tricampeão. 

Senna não abandonou a corrida, apenas com a asa dianteira danificada, o brasileiro teve ajuda dos fiscais de prova para empurrar o carro fazendo o motor pegar novamente. Ele saiu pela conexão da pista dos boxes com a chicane e voltou à pista. Com o potente motor Honda, Ayrton conseguiu uma recuperação heróica e venceu na pista. Contudo, alegando o movimento de retorno à corrida ter sido um "corte de caminho", a Direção de Prova desclassificou Senna. Prost venceu o campeonato.

Colisão de Prost e Senna na chicane de Suzuka em 1989. Foto: Toshifumi Kitamura/AFP

1990: Senna é bicampeão

Suzuka, em 1990, protagonizou outro capítulo da rivalidade entre Senna e Prost. Desta vez, o brasileiro liderava o Mundial de Pilotos e o rival era o segundo colocado.

Ayrton Senna largou na pole, mas Alain Prost, que veio em seguida, teve melhor tração na saída e estava conseguindo tomar a primeira posição. No momento em que o líder reduziu para entrar na primeira curva, Senna aproveitou para não tirar o pé do acelerador e ir para a ultrapassagem ou colisão (que, desta vez, favorecia o brasileiro no título). Os carros bateram e com dos dois fora das pista, a Direção não autorizou uma nova largada e ambos foram desclassificados. Senna conquistou seu segundo título mundial.

Ayrton Senna no GP de Suzuka em 1990. Foto: Divulgação/Formula 1

 

1991: Três vezes Ayrton!

A terceira conquista mundial de Senna, mais uma vez, foi em solo japonês. Neste ano, disputa era com o britânico Nigel Mansell. Senna liderava o Mundial de Pilotos e não podia deixar que Mansell vencesse no Japão.

O austríaco Gerhard Berger largou na pole, Ayrton era o segundo e Mansell o terceiro. Na nona volta, Mansell rodou e viu suas chances de título acabarem no circuito japonês. No final, Ayrton abriu para Berger vencer a corrida, terminou em segundo e conquistou o título de 1990.

O último título de Senna na F1 foi na temporada de 1991 (Foto: Acervo Gazeta Press)

O Japão faz parte dos maiores momentos da carreira de Ayrton Senna na Fórmula 1. Em 1993, um ano antes do acidente fatal, Senna conquistou o GP de Suzuka pela segunda vez na carreira, desta vez na McLaren com motor Ford.

O último brasileiro a vencer o circuito foi Rubens Barrichello, pela Ferrari na temporada de 2003.

Neste domingo, o Grande Prêmio do Japão acontecerá às 2h da madrugada (de Brasília). Representando o Brasil, Gabriel Bortoleto correrá pela Sauber. 

 

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