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Chefe da MotoGP se diz "otimista" com início da temporada em julho

AFP - São Paulo,SP

27/04/20 | 15:38

"No momento, estamos otimistas com a possibilidade de organizar uma temporada de julho a novembro", disse Carmelo Ezpeleta, presidente da Dorna, promotora da MotoGP, em entrevista à rede de televisão BT Sport.

"O mais otimista é tentar começar no final de julho" na Europa, explicou ele na entrevista publicada on-line nesta segunda-feira nas redes sociais de MotoGP, acrescentando que leva em conta dois fatores: o acordo dos países para organizar grandes prêmios e a possibilidade de viajar no contexto da nova pandemia de coronavírus.

Temporada de 2020 da MotoGP já teve oito corridas canceladas ou adiadas (Foto: Paul Crock/AFP)

Há também a opção, diz ele, de "começar o campeonato em setembro" e outra, "a mais difícil", de "disputar todo o Mundial no final do ano". O dirigente também avalia que "o cenário mais provável é sem espectadores" e "o mais importante é organizar as corridas e transmiti-las pela televisão".

Ezpeleta também planeja organizar "dois eventos consecutivos no mesmo circuito antes de passar para outro". As diferentes categorias do Speed World Championship (MotoGP, Moto2, Moto3 e MotoE) poderiam, segundo ele, continuar funcionando nos mesmos circuitos, mas limitando o número de pessoas presentes.

"Estamos trabalhando com as equipes para estabelecer um número máximo de pessoas no paddock, cerca de 1.300, para poder controlá-las e testá-las exaustivamente", disse ele.

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As oito primeiras corridas da temporada 2020 foram canceladas (no Catar, apenas a Moto2 e a Moto3 foram disputadas, mas não a MotoGP) ou adiadas para uma data específica (Tailândia, Estados Unidos, Argentina) ou a ser agendada (Espanha, França, Itália, Catalunha).

Os próximos três (Alemanha em 21 de junho, Holanda em 28 de junho e Finlândia em 12 de julho) podem ter um destino semelhante, devido às proibições de aglomerações decididas por esses países. Uma comunicação sobre o cronograma está agendada para os próximos dias, disseram à AFP fontes próximas às negociações.


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