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A seleção brasileira de vôlei feminino avançou para a próxima fase dos Jogos Olímpicos de Paris com uma campanha perfeita. Algo que também havia feito na última Liga das Nações, quando venceu os 13 jogos que disputou. Naquela ocasião, o Brasil perdeu na fase final e nem chegou ao pódio. Para não ver essa novela se repetir, a equipe e respeito à República Dominicana, adversária das quartas de final.
"A gente sofreu isso há três semanas e meia. Eu estou machucado ainda. Você não quer ter o mesmo sentimento. Para não ter o mesmo sentimento, nós temos que ganhar, que correr. Sempre falo: 'A gente ganha jogos no treino'. O time tem treinado bem, tem se comportado bem. As atitudes são condizentes com o que elas estão jogando. Tem que manter essa pegada, essa concentração. Não pode baixar o nível, porque a gente viu o que aconteceu na VNL depois de 13 vitórias consecutivas", alertou José Roberto Guimarães.
Tanto o treinador quanto a capitã Gabi vislumbraram o começo de um novo campeonato. "Tenho duas experiências olímpicas: uma que a gente perdeu nas quartas de final (Rio-2016) e uma que a gente passou contra a Rússia, um jogo dificílimo (Tóquio-2020). Independentemente do que aconteceu agora na fase de classificação, agora é pezinho no chão. Começou tudo do zero, foco na República Dominicana", enfatizou.
A equipe caribenha passou com a oitava colocação para fase final. Venceu apenas a Holanda, mas levou vantagem pelo saldo de sets contra o Japão. Mesmo assim, o técnico da seleção não vê o Brasil como favorito. "Eu sei o quanto aquele time é difícil. Elas nos conhecem. A Peña ainda joga no Brasil, as Martinez (Brayelin e Jineiry) jogaram até o ano passado, a Castillo jogou no Brasil. Elas conhecem todo mundo, então é muito perigoso", analisou.
O duelo contra as dominicanas será realizado nesta terça-feira (6), às 8h (de Brasília). Quem passar enfrenta o vencedor do jogo entre Estados Unidos e Polônia. A semifinal está marcada para quinta.