Querendo aprender na Seleção, Jaqueline está ansiosa para estrear como líbero

André Garda* - Barueri,sp

03-05-2018 08:30:50

Depois de se destacar ao longo de sua carreira como uma ponteira que ajudava na recepção da linha de fundo, Jaqueline se tornou líbero para tentar aumentar a sua carreira no vôlei. Com a oportunidade de participar da Seleção Brasileira, a jogadora de 34 anos quer aprender com suas companheiras de posição.

“Está sendo maravilhoso. É um desafio a mais na minha vida. Quando o Zé me chamou, sabia que seria difícil para mim. Sempre fui atacante a minha vida inteira, mas tenho a sorte de ter esse algo a mais até para estender minha carreira. Vim na intenção de aprender mesmo. Sei que tem grandes líberos comigo e vou sugar ao máximo delas e vou aprender, porque elas sempre jogaram nessa posição. Pensando no futuro acho que foi uma escolha certa”, afirmou a jogadora do Barueri.

Jaqueline também se mostrou ansiosa para poder estrear na nova posição defendendo as cores do Brasil. “Vão começar os jogos e estou um pouco ansiosa, o que é normal, porque você está com a camisa da Seleção Brasileira e está fazendo algo muito novo. Vou ter que surpreender muita gente nessa posição, assim como surpreendi como ponteira”.

Uma das atletas mais veteranas da atual Seleção Brasileira, Jaque é casada com Murilo, que também fez a transição de ponteiro líbero. Apesar da semelhança nas histórias dos dois, ela revelou que a decisão de trocar de posição não foi algo previamente planejado com seu marido.

“Sabe que não foi uma decisão por ele ter virado líbero. A gente sempre teve as mesmas funções dentro de quadra, teve as mesmas responsabilidades, mas jamais imaginaria virar líbero de uma hora para a outra. Ele acabou virando, sucessivamente eu acabei virando, mas não foi nada conversado. Foi super natural”, declarou.

Jaqueline ainda falou como Murilo, que defende o Sesi-SP, vem ajudando ela nessa transição. "As vezes eu pergunto coisas para ele. Tem muitas vezes na quadra que eu acabo não tocando na bola, o que não acontecia quando eu era ponteira. É complicado aceitar isso. Eu pergunto: ‘amor, o que você está achando’. Ele falou que foi difícil no começo, mas agora está amando. Deus queira que eu mude o meu pensamento. Sempre fiquei do início ao fim da partida, agora eu saio da quadra, tenho que esperar. Tenho que me adaptar bem e trabalhar minha cabeça porque está sendo muito difícil”.

*Especial para a Gazeta Esportiva

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