Como o trabalho na formação de atletas ajuda a manter o Brasil na elite de vôlei mundial

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Foto: Maurício Val / FV Imagem / CBV

As seleções brasileiras masculina e feminina de vôlei garantiram presença nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 após conquistarem o Pré-Olímpico Sul-Americano de forma dominante. As duas equipes encerraram suas campanhas sem perder um único set, ampliando a hegemonia do país na modalidade no continente.

Com os resultados, no torneio feminino, o Brasil conquistou seu 24º título sul-americano. Já a seleção masculina levantou o troféu pela 34ª vez em 36 edições da competição, reforçando a tradição brasileira no vôlei.

Mas como uma hegemonia tão grande é construída? A resposta passa, entre outras coisas, pela formação de atletas.

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Estrutura de base consolidada

O desempenho alcançado pelas seleções reflete uma estrutura de formação consolidada, que envolve competições de base, clubes e programas de desenvolvimento de atletas em todo o país.

Entre os principais projetos estão o Campeonato Brasileiro de Seleções (CBS), organizado pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), e o Campeonato Brasileiro Interclubes (CBI), que reúne atletas desde as categorias de base até o alto rendimento. Além disso, segundo o Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), foram apoiadas 144 competições ao longo do primeiro semestre de 2026, incluindo torneios de formação e a Superliga.

Para o presidente do CBC, Paulo Maciel, os resultados das seleções são consequência de um trabalho realizado ao longo dos anos.

"Esse resultado mostra que o alto rendimento é fruto de um trabalho construído ao longo de anos. Quando um clube consegue oferecer condições adequadas para que o atleta treine, compita e evolua desde as categorias de base, ele está contribuindo diretamente para o futuro das seleções", afirmou.

Desempenho nos Jogos Olímpicos

Dessa forma, as classificações das equipes masculina e feminina amplia a trajetória de sucesso do vôlei brasileiro em Jogos Olímpicos. A equipe feminina disputará sua 13ª edição e soma seis medalhas na história, incluindo os ouros conquistados em Pequim-2008 e Londres-2012.

Por sua vez, a seleção masculina garantiu sua 17ª participação olímpica consecutiva e buscará ampliar uma coleção contada com sete medalhas, entre elas os títulos conquistados em Barcelona-1992, Atenas-2004 e Rio-2016.

Entre os destaques das campanhas classificatórias, estiveram Gabi Guimarães, Julia Bergmann e Ana Cristina no feminino, além de Darlan, Ricardo Lucarelli e Fernando Cachopa na equipe masculina.

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