A final da chave masculina do Aberto da Austrália entre Novak Djokovic, líder do ranking mundial, e Andy Murray, sexto melhor tenista da atualidade, está recheada de ingredientes atrativos. O pentacampeonato do sérvio lhe daria a alcunha de maior vencedor do torneio na era aberta. Por outro lado, uma vitória daria ao britânico o título inédito em Melbourne. O duelo decisivo está marcado para este domingo, às 6h30 (de Brasília), na Rod Laver Arena.
No retrospecto do confronto entre os dois, Djokovic leva ampla vantagem, com 15 vitórias e oito derrotas. Em quadras rápidas, o sérvio vence por 13 a 6, mas em finais perde por 5 a 4. No entanto, o número 1 do mundo prevalece em jogos de Grand Slam, liderando por 4 a 2. Esta não é a primeira vez em que os rivais deste domingo se encontram na final do Grand Slam australiano. Em 2011 e 2013, Novak deu a Murray o amargo gosto do vice-campeonato.
Mesmo com os números a seu favor, Djokovic não se coloca como favorito na final desde domingo e aposta em dois jogadores tensos em quadra.
“Os jogos que Murray fez neste torneio, especialmente os dois últimos, mostram que ele está jogando realmente muito bem. Já nos enfrentamos tantas e tantas vezes, inclusive em Grand Slam e em finais dessa importância, então sabemos como encarar a partida. Será obviamente muito emocional, nós dois estaremos tensos”, analisou o sérvio de 27 anos. “Não existe um favorito claro, ainda que eu tenha vencido duas vezes aqui e ganhado os quatro jogos do ano passado. Isso serve como um fator mental, mas nem tanto”.
Caso vença, o cabeça de chave 1 se isolará como único pentacampeão do Aberto da Austrália pela era moderna, superando Andre Agassi e Roger Federer, além de alcançar o oitavo título de Grand Slam e se igualar a Jimmy Connors, Ivan Lendl e Agassi. Recordes que Djokovic quer esquecer a partida.
“No momento eu preciso me concentrar só nessa partida, encarar da forma certa, jogar da forma certa. Chegar à final é um grande feito, é o jogo pelo qual você tanto se preparou nos últimos meses. É o lugar onde você deseja estar, a razão de ficar tantas horas na quadra. Porque são os Slam que realmente importam”, completou o melhor do mundo.
O número 1 do mundo é treinado pelo ex-tenista alemão Boris Becker (Foto: Mal Fairclough) - Credito: AFP
Três vezes vice-campeão em Melbourne (2010, 2011 e 2013), Andy Murray tem os pés no chão e admite que terá de se superar para derrotar um especialista nas quadras rápidas australianas.
“Eu sei que vai ser extremamente difícil de vencer a partida de amanhã”, disse o escocês. “Sei que se eu quiser vencer, vai ser muito, muito difícil e desafiador fisicamente. Então, eu preciso me preparar mentalmente para isso”.
“Ele tem um histórico fantástico aqui. Obviamente ele ama a quadra e suas condições. Seria uma grande virada se eu conseguisse vencer amanhã”, encerrou Murray.

