Teliana comemora título em casa, gripada e com lesão no joelho

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Teliana foi campeã em casa, mesmo gripada e com lesão (Foto: Cristiano Andujar/Divulgação)
Teliana foi campeã em casa, mesmo gripada e com lesão (Foto: Cristiano Andujar/Divulgação)

Teliana foi campeã em casa, mesmo gripada e com lesão (Foto: Cristiano Andujar/Divulgação)

O título do WTA de Florianópolis foi importante para a tenista brasileira Teliana Pereira não apenas por ter sido conquistado diante da torcida brasileira. Também pela superação que teve ao longo da semana, em que atuou gripada e com fortes dores no joelho direito.

Teliana conquistou o torneio de Santa Catarina neste sábado, derrotando na final a alemã Annika Beck por 2 sets a 1, parciais de 6/4, 4/6 e 6/1. Com isso, quebrou um jejum de 28 anos sem atletas nacionais campeãs em casa. Isso não acontecia desde 1987, quando Niege Dias derrotou Patrícia Medrado no Aberto do Guarujá.

Na semana anterior ao WTA de Florianópolis, Teliana abandonou sua partida de primeira rodada do WTA de Bad Gastein, justamente contra Annika Beck, por causa de dores no joelho.

"Foi uma semana incrível. Cheguei aqui sem saber se iria jogar porque meu joelho estava muito ruim e consegui essa vitória. Queria agradecer a todos por virem torcer. Sem isso, não seria possível. Me apoiaram desde o primeiro jogo, em que quase não ganhei. Hoje estava difícil de jogar, com muito vento, e estou muito gripada. Tive que lutar contra isso e o apoio fez que eu superasse tudo”, afirmou Teliana.

Este é o segundo troféu da brasileira. O primeiro também foi histórico. Teliana conquistou o WTA de Bogotá em abril, encerrando um incômodo jejum nacional no circuito profissional. O último título de uma atleta nacional tinha sido também de Niege Dias, no Aberto de Barcelona de 1988, antes mesmo da pernambucana de Santana do Ipanema nascer.

Com o título em Florianópolis Teliana Pereira alcançará a melhor posição de sua carreira no ranking mundial. Dona da 78ª posição da lista, ela deve aparecer dentro do top 50 da WTA na próxima segunda-feira. Seu recorde é a 74ª colocação que alcançou na segunda semana de junho.

"É um sonho se tornando realidade. É meu segundo título de WTA e parece que simplesmente acordei com dois troféus em casa. Sei que trabalho muito duro, mas não o que falar agora. Estou meio perdidaça, muito feliz de ganhar no Brasil com o povo podendo ver o tênis feminino. Ano que vem temos Olimpíadas e também estou pensando nisso", afirmou ao Bandsports.

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