Swiatek x Anisimova: horário e onde assistir à final inesperada de Wimbledon

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Foto: GLYN KIRK / AFP

O tênis feminino se tornou uma competição aberta e competitiva, como evidenciado pela final inesperada de Wimbledon, que será disputada pela polonesa Iga Swiatek e a russo-americana Amanda Anisimova. O jogo acontece neste sábado, a partir das 12 horas (de Brasília), com transmissão da ESPN e Disney+.

Enquanto a competição masculina teve Novak Djokovic, Roger Federer e Rafael Nadal dominando nas últimas décadas, e agora Carlos Alcaraz e Jannik Sinner, a feminina verá a nona campeã diferente coroado em Wimbledon em nove edições.

Desde que a americana Serena Williams triunfou pela sétima e última vez em Wimbledon, em 2016, o torneio de Londres tem trocado de vencedor a cada ano.

A polonesa Iga Swiatek, de 24 anos, agora quarta colocada no ranking mundial e nunca tendo chegado às semifinais de Wimbledon, começa como favorita para conquistar seu sexto título de Grand Slam, tendo vencido Roland Garros quatro vezes e o US Open uma vez.

No caminho, estava a bielorrussa Aryna Sabalenka, número um do mundo, mas que nunca chegou à final de Wimbledon, derrotada nas semifinais pela surpreendente 12ª colocada Anisimova, de 23 anos. A norte-americana estava jogando sua primeira semifinal em Wimbledon e a segunda em um Grand Slam, seis anos após chegar àquela fase em Roland Garros.

Anisimova, que se dedica à pintura como recreação e refúgio, retornou ao circuito em janeiro de 2024, após uma pausa de mais de meio ano para se recuperar mentalmente.

"Qualquer pessoa que passa por dificuldades e volta em um nível melhor merece muito respeito. Amanda é definitivamente uma daquelas jogadoras que sempre passou por situações difíceis. Sempre desejei o melhor para ela. Nos conhecemos desde os juniores", disse Swiatek sobre sua adversária na final.

O colapso mental de Anisimova

Anisimova acredita que voltar daquela pausa e chegar à final de Wimbledon envia uma mensagem positiva e esperançosa para aqueles que estão passando por situações difíceis.

"É uma mensagem muito especial que consegui enviar. Quando dei a minha pausa, muitas pessoas me disseram que eu nunca mais chegaria ao topo se ficasse longe do esporte por tanto tempo. Foi um pouco difícil de aceitar, porque eu queria voltar e ainda conquistar muito. E ganhar um Grand Slam um dia", disse a americana.

Anisimova, filha de moscovitas que foram para os Estados Unidos, pode se tornar a terceira tenista de seu país a levantar o troféu em um torneio major neste ano, no sábado, após os sucessos de Madison Keys, na Austrália, e Coco Gauff, em Roland Garros, nesta temporada.

Depois de Wimbledon, ela tem garantida sua entrada no ranking das 10 melhores e já conquistou três títulos, sendo o mais prestigiado o WTA 1000, em Doha, em fevereiro passado.

No Top 10 da WTA, apenas Swiatek, quarta colocada no ranking mundial, sobreviveu à fase classificatória de Wimbledon.

Nas oitavas de final, somente quatro tenistas do Top 10 estiveram presentes: Swiatek, a finalista; Sabalenka (nº 1), que caiu nas semifinais; a russa Mirra Andreeva (nº 7); e a americana Emma Navarro (nº 10), que perderam nas quartas de final e nas oitavas de final, respectivamente.

Embora Swiatek seja a clara favorita, a pintora Anisimova pode causar uma surpresa final em Londres.

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