O brasileiro Bruno Soares já jogou seis vezes o Aberto do Brasil, ATP 250 atualmente realizado em São Paulo. Venceu três. E foi eliminado na primeira rodada nas outras três. Por isso, ele e o austríaco Alexander Peya encaram a partida de estreia, nesta quarta-feira, como uma final.
Soares e Peya, campeões em São Paulo em 2013 e 2012, jogam a chave de duplas como principais favoritos ao título. Eles começam a campanha no torneio diante do italiano Paolo Lorenzi e o argentino Diego Schwartzman, em partida marcada para não antes das 19h (de Brasília) no Ginásio do Ibirapuera.
“Joguei o torneio seis anos e sou tricampeão, mas também perdi três na primeira rodada. A estreia é meio que uma final para mim. Se ganhar, passo a ser perigoso. Até lá, não sou nada”, brincou o tenista mineiro, que foi campeão do torneio em ao lado de Marcelo Melo em 2011, quando o evento ainda era realizado na Costa do Sauípe.
Bruno Soares chega a São Paulo com a 11ª colocação do ranking mundial de duplistas, empatado justamente com Peya. O mineiro, no entanto, ocupava posição bem mais prestigiada há meses. Entre outubro de 2013 e agosto de 2014, foi o terceiro nome da lista, atrás apenas dos irmãos norte-americanos Mike e Bob Bryan.
A queda no ranking ocorreu por causa dos resultados inconstantes da parceria de Soares e Peya no segundo semestre do último ano. A dupla, que em 2013 conquistou seis títulos no circuito mundial, levou apenas dois na temporada passada e amargou eliminações precoces nos seis torneios finais de 2014.
Soares joga o Aberto do Brasil em busca de seu quarto título, o terceiro em São Paulo - Credito: Djalma Vassão/Gazeta Press
Nesta temporada, foram seis partidas pelo circuito profissional, com três vitórias e três derrotas. A dupla abandonou o duelo de estreia no ATP 250 de Doha, foi à semifinal do ATP 250 de Auckland e caiu na segunda rodada do Aberto da Austrália.
“O fim do ano passado foi ruim, estávamos bem cansados e não conseguimos ir bem. Este ano já está bem diferente, estamos jogando bem melhor, sem problemas físicos, e o resultado agora é uma questão de tempo”, disse Soares, que descarta encerrar a parceria com Peya.
O incentivo para a dupla conquistar seu primeiro título desde agosto da temporada passada está nas arquibancadas do Ginásio do Ibirapuera. O fato de jogar diante da torcida brasileira empolga Bruno Soares e até o austríaco Alexander Peya, que usa o possível sucesso em São Paulo para compensar as recentes frustrações em Viena.
Juntos, o brasileiro e o austríaco jogaram duas vezes o ATP 250 da capital do país europeu, cidade natal de Alexander Peya. Caíram na segunda rodada em 2013 e na estreia na temporada passada. Em 2008, o austríaco foi vice-campeão do evento, formando dupla com o alemão Philipp Petzschner.
“Ele entende isso porque é a mesma sensação de quando a gente joga em Viena e sei como pode ser frustrante porque a gente nunca joga bem lá. Mas ele é meio zicado lá, a culpa não é minha. Então ele sabe da importância que o torneio tem, não para mim, mas para os brasileiros e abraça bem isso”, garantiu Soares.