A eliminação de Bruno Soares na noite da última quarta-feira foi a segunda do tenista nas últimas duas edições do ATP 250 do Brasil, disputado no ginásio do Ibirapuera em São Paulo. Os algozes da vez foram o italiano Paolo Lorenzi e o argentino Diego Schwartzman, que venceram de virada por 4/6, 6/4 e 10/8 (super tie-break). O mineiro, companheiro do austríaco Alexander Peya, analisou a partida e lamentou a queda de rendimento da parceria cabeça de chave número 1 no fim do confronto.
“A gente demorou um pouquinho para encontrar o tempo de bola, mas no terceiro game passamos a jogar bem e foi assim por um set e meio. Tivemos chance para matar no início do segundo e se conseguíssemos uma quebra lá o jogo acabava”, analisou o 11º duplista do ranking mundial.
“Acabou que nós sentimos no final, nosso jogo caiu e encolhemos um pouco o braço. Em lugares como São Paulo, quando isso acontece você perde um pouco o controle da bola. Eles jogaram solto e não tinham nada a perder, já nós tínhamos tudo, mas faz parte. Não matamos, os caras cresceram e no final nós sentimos”, acrescentou o tenista de 32 anos.
Bruno ressaltou que o italiano e o argentino, por serem azarões na chave de duplas, não tinham a pressão pela vitória, o que contribuiu para o resultado final: ““O Lorenzi fez umas bolas dificílimas, mas como não tem muito a perder podem arriscar algumas coisas diferentes”.
Bruno Soares e Alexander Peya foram surpreendidos pelo italiano Paolo Lorenzi e pelo argentino Diego Schwartzman - Credito: Reprodução/Facebook
Soares e Peya agora voltam suas atenções para o ATP 500 do Rio de Janeiro, na próxima semana. Com a eliminação precoce em São Paulo, a dupla vai antecipar a adaptação ao ambiente do torneio carioca: “As condições no Rio são muito diferentes: nível do mar e quadra aberta. O quanto antes chegarmos lá melhor”.