Referência como 48 do mundo, Teliana mira top 30: “Não custa sonhar”

Imagem ilustrativa para a matéria
Teliana já sonha com top 30 do ranking mundial (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)
Teliana já sonha com top 30 do ranking mundial (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

Teliana já sonha com top 30 do ranking mundial (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

O título do WTA de Florianópolis levou a tenista brasileira Teliana Pereira pela primeira vez ao top 50 do ranking mundial. Dona da 48ª colocação na lista publicada pela WTA na última segunda-feira, ela comemora ser referência para outras atletas nacionais e sonha em se colocar entre as 30 melhores do mundo.

Teliana foi campeã em Florianópolis no último sábado, quebrando um jejum de 28 anos sem conquistas de atletas nacionais em casa. A última tinha sido em 1987, quando Niege Dias derrotou a compatriota Patrícia Medrado na decisão do Aberto do Guarujá.

Em Santa Catarina, Teliana conquistou seu segundo troféu na elite do tênis, o segundo histórico. Em abril, ela foi campeã do WTA de Bogotá, encerrando um incômodo jejum nacional no circuito profissional, já que uma brasileira não conquistava um torneio desde o Aberto de Barcelona de 1988, em que Niege Dias foi campeã, antes mesmo da pernambucana de Águas Belas nascer.

“Queria me manter agora entre as 50 do ranking e no ano que vem vai ser uma luta grande para defender os pontos, mas é continuar a evolução. E sonhar não custa nada, então quero chegar entre as 30 e vamos ver o que acontece”, disse a atleta brasileira, que tirou uma semana de folga pela conquista.

O descanso após o título em Florianópolis foi para comemorar, mas também se recuperar. Com dores no joelho direito, operado duas vezes, Teliana quase não participou do torneio no Sul do País. Na semana anterior, o problema a fez abandonar seu jogo de primeira rodada do WTA de Bad Gastein contra Annika Beck, a tenista que derrotou na final em Santa Catarina.

Até o fim do ano, a brasileira terá pela frente apenas torneios em quadras duras, com mais impacto para o joelho do que no saibro – o principal é o Aberto dos Estados Unidos. Também não é sua superfície favorita. Por isso, Teliana sabe que terá dificuldades para encaixar nova boa sequência de resultados e já se prepara para mais perder do que ganhar, o que pode acontecer também no começo de 2016.

As semanas iniciais de torneios da temporada do circuito profissional também são disputadas em quadras rápidas, com destaque para o Aberto da Austrália, primeiro Grand Slam do ano, ainda em janeiro.

“Não tenho nada a perder. Tudo o que conquistei já foi incrível. É claro que quero mais, mas estou em uma situação bem tranquila. Tinha o sonho de ganhar um WTA e já ganhei. Tinha sonho de ganhar em casa e consegui. O sonho gigante de chegar entre as 50 melhores do mundo e hoje estou lá. Não vejo pressão nenhuma, só coisa boa pela frente”, afirmou.

Pernambucana quebrou dois jejuns nacionais em 2015 (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

Pernambucana quebrou dois jejuns nacionais em 2015 (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

Por conta destas conquistas, Teliana é a segunda melhor brasileira na história do ranking mundial, atrás apenas de Niege Dias, 31ª colocada em 1988. Quando Maria Esther Bueno, dona de 19 títulos de Grand Slam entre simples, duplas e duplas mistas, jogava, ainda não havia ranking.

A atleta pernambucana de 27 anos, única brasileira no top 100, acredita que seus resultados possam servir de inspiração para uma nova geração de tenistas. A segunda melhor atleta nacional na lista da WTA é Beatriz Haddad Maia, de 19 anos, que não jogou em Florianópolis por causa de uma lesão e ocupa o 160º posto.

Depois dela aparece a tenista gaúcha Gabriela Cé, que em Florianópolis teve a melhor semana de sua carreira ao alcançar as quartas de final e é a 237ª colocada da lista.

“O tênis feminino tem potencial e até fico feliz porque nessa condição entre as 50 do mundo e com dos títulos de WTA elas acabam vendo que é possível. A gente convive bastante e elas me olham acreditando que podem chegar, ganham esperança”, explicou.

Conteúdo Patrocinado