O tenista sérvio Novak Djokovic se classificou neste sábado em Turim, na Itália, para sua oitava final de ATP Finals ao derrotar o americano Taylor Fritz, que disputava o torneio pela primeira vez. O ex-número 1 do mundo e atual oitavo colocado fechou o jogo em 2 sets a 0 - com parciais de 7/6 (7/5) e 7/6 (8/6), após 1 horas e 54 minutos de jogo.
O sérvio de 35 anos terá como adversário na decisão o norueguês Casper Ruud, quarto do ranking da ATP, que também neste sábado passou pelo russo Andrey Rublev (sétimo). "Será o último jogo da temporada, então darei tudo e, obviamente, farei o melhor possível", advertiu "Nole".
Djokovic tentará igualar o recorde do suíço Roger Federer de seis títulos no torneio, que reúne os oito melhores jogadores da temporada. Ele busca também seu segundo grande troféu no ano, além de Wimbledon, depois de ter perdido parte importante da temporada (incluindo o Aberto da Austrália e o US Open) por ter se recusado a se vacinar contra a covid-19.
Foto: Marco Bertorello/AFP
A dúvida era se o sérvio se recuperaria de uma batalha de mais de três horas contra o russo Daniil Medvedev no dia anterior, na última rodada da primeira fase. Contra Fritz, a vitória veio graças à eficiência no saque (venceu 85% dos pontos em seu primeiro serviço no primeiro set e 75% ao longo do jogo) e a sua capacidade para matar os pontos no momento certo.
O americano, que estreava no ATP Finals aproveitando a ausência do número 1 do mundo, o espanhol Carlos Alcaraz, cometeu poucos erros, que no entanto foram cruciais. Assim, no primeiro set, os jogadores chegaram ao tie-break.O sérvio conseguiu o primeiro set point com 6/5 e, no saque de Fritz, abriu vantagem com um extraordinário winner de direita.
No segundo set, Fritz começou quebrando o serviço de Djokovic e com 5/4 no placar sacou para empatar a partida, mas jogou na rede uma bola fácil para ceder um break point ao sérvio, que não desperdiçou a oportunidade. De novo os dois tenistas chegaram ao tie-break, que Djokovic venceu graças a uma dupla falta do americano.
"Tive que lutar para sobreviver. Ontem (sexta-feira), Medvedev estava sacando para o jogo. Hoje (sábado), Taylor sacava para o (segundo) set. Nesses momentos, encontrei uma força extra. Não foi o meu dia em termos de tênis, mas aguentei", disse o sérvio.
Na outra semifinal, Ruud bateu Rublev por 2 sets a 0 - com parciais de 6/2 e 6/4, em pouco mais de 1 hora de partida. Aos 23 anos, o norueguês, que na temporada disputou duas finais de Grand Slam (Roland Garros e US Open), participa pela segunda vez do ATP Finals. No ano passado, ele foi eliminado nas semifinais.
Foto: Marco Bertorello/AFP
Como sempre, Rublev foi explosivo desde as primeiras trocas. Ele venceu seu primeiro game de saque sem perder um ponto, enquanto que Ruud encontrava dificuldades para confirmar seu serviço.
Com 2/2 no placar, o rendimento do russo desmoronou: perdeu oito games seguidos e, de repente, o jogo que começou equilibrado ficou à feição para Ruud, com um set de vantagem e 4/0 no segundo.
Mas Rublev se recuperou, a ponto de conseguir devolver uma quebra e encostar no placar, mas com 5/4 o norueguês sacou para o jogo e confirmou seu serviço para chegar à final.