Empolgada, Naomi Osaka vai se apoiar nos laços familiares ao liderar o Japão na abertura da United Cup, nesta sexta-feira, na Austrália, iniciando a temporada com um confronto exigente contra a ex-número três do mundo Maria Sakkari.
Quatro vezes campeã de Grand Slam, Osaka, vencedora do Australian Open em 2019 e 2021, disse que está se inspirando em sua filha Shai, de dois anos e meio, neste início de ano.
“Minha filha é um incentivo, ela está sempre no fundo da minha mente. Existem muitas mães incríveis no circuito”, afirmou a tenista de 28 anos em Perth, nesta quinta-feira.
Atual 16ª do ranking, Osaka encerrou a temporada 2025 em meados de outubro devido a uma lesão na perna. Seu último confronto com Sakkari foi em 2021, quando a grega — hoje apenas 52ª do ranking — perdeu apenas quatro games em uma vitória contundente nas quartas de final em Miami.
Osaka disse que a intertemporada foi um exercício de equilíbrio, mas garantiu que está se sentindo bem.
“Consegui passar tempo com minha filha enquanto me recuperava de uma temporada longa, mesmo sem ter jogado tudo”, disse a ex-número 1 do mundo. “Espero estar em boa forma nos jogos. Me sinto preparada e animada para a próxima temporada.”
Osaka havia se inscrito inicialmente no ASB Classic, em Auckland, para iniciar o ano antes do Australian Open, em Melbourne Park, no dia 18 de janeiro, mas mudou os planos.
“Gosto do ambiente de equipe”, explicou. “Queria jogar a United Cup há muito tempo. Você já enfrenta os melhores do mundo logo de cara.”
Como funciona a competição
O torneio misto entre 18 países começa com partidas da fase de grupos em Perth, seguido por Sydney um dia depois. Os confrontos incluem uma partida de simples masculina, uma de simples feminina e uma de duplas mistas, com os líderes de cada grupo avançando às quartas de final, além do melhor segundo colocado.
Mais de 11 milhões de dólares em prêmios estão em jogo, além de pontos para os rankings da ATP e da WTA.
Osaka afirmou que a maternidade mudou sua visão sobre o tênis, que antes dominava sua vida.
“Eu costumava levar vitórias e derrotas muito a sério, elas me definiam como pessoa. Agora, encaro cada dia como uma nova oportunidade de melhorar”, disse. “Meu papel mais importante não é como jogadora, mas como mãe da minha filha.”
“A pré-temporada foi difícil”, acrescentou. “Tentei estar presente para ela, mas houve momentos em que precisei treinar. Espero estar lidando bem com isso. Espero que, quando ela crescer, entenda por que fiz o que fiz.”
O Japão também está no grupo de uma equipe britânica liderada por Emma Raducanu.
* Com conteúdo da AFP