Murray se diz surpreso com topo do ranking: "Não esperava"

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Britain's Andy Murray delivers a press conference at the ATP World Tour Masters 1000 indoor tournament in Paris on November 5, 2016, after Canada's Milos Raonic withdrew from their semi-final match due to an injury. Britain's Andy Murray became the new world number one on November 5 after Milos Raonic withdrew from their Paris Masters semi-final because of injury. The walkover will see Murray, 29, move to the top of the rankings for the first time in his career after replacing long-time incumbent Novak Djokovic. / AFP PHOTO / MIGUEL MEDINA
Britain's Andy Murray delivers a press conference at the ATP World Tour Masters 1000 indoor tournament in Paris on November 5, 2016, after Canada's Milos Raonic withdrew from their semi-final match due to an injury. Britain's Andy Murray became the new world number one on November 5 after Milos Raonic withdrew from their Paris Masters semi-final because of injury. The walkover will see Murray, 29, move to the top of the rankings for the first time in his career after replacing long-time incumbent Novak Djokovic. / AFP PHOTO / MIGUEL MEDINA

Britânico viu sua chegada ao topo como "estranha" e celebrou boa fase (Foto: Miguel Medina/AFP)

Andy Murray entrou para a história do tênis sem nem mesmo entrar em quadra neste sábado. O escocês tornou-se o primeiro tenista britânico a atingir o primeiro lugar do ranking da ATP após vencer o canadense Milos Raonic por W.O. na semifinal do Masters 1000 de Paris. Em entrevista coletiva após o feito, Murray viu a situação como algo excêntrico e celebrou o feito.

“É meio estranho o jeito como isso aconteceu e obviamente uma falta de sorte o Milos (Raonic) estar lesionado. Chegar a esse estágio é algo que demora 12 meses de torneios. Meus últimos meses foram os melhores da carreira e estou orgulhoso de chegar a esse momento”, disse.

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Murray deu fim a 122 semanas de liderança do sérvio Novak Djokovic no ranking do tênis mundial. A conquista do britânico foi construída durante a segunda metade da temporada, após o Roland Garros, em junho. Naquela ocasião, ele não esperava chegar ao topo ainda este ano.

“(Ser número 1 do mundo) é algo que eu nunca consegui antes e não era algo que eu necessariamente esperava fazer esse ano, nem depois do Aberto da França ou no começo do ano. Eu estava muito atrás em termos de pontos e precisava vencer muitas partidas”, revelou Murray.

O britânico continuou a definir a sua conquista em Paris como estranha, ainda mais após a derrota do ex-líder Novak Djokovic para Marin Cilic nesta sexta. “As coisas podem mudar rapidamente nesse esporte, é um esporte estranho. Você tinha Novak perdendo ontem (sexta) para um cara que ele venceu 14 vezes seguidas”, falou.

Mesmo no clima de festa, Murray garantiu que irá entrar em quadra com disposição neste domingo, para a decisão do Masters 1000 de Paris contra o norte-americano John Isner. “Se eu desistir da partida de amanhã, acho que não ganho os pontos desta semana. Então, preciso garantir que esteja na melhor forma”, finalizou.

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