Marcelo Melo exalta Bia Haddad e lamenta Brasil sem tenistas no top 100 - Gazeta Esportiva
Marcelo Melo exalta Bia Haddad e lamenta Brasil sem tenistas no top 100

Marcelo Melo exalta Bia Haddad e lamenta Brasil sem tenistas no top 100

Gazeta Esportiva

Por André Garda*

08/12/2017 às 08:00

São Paulo, SP

O tênis brasileiro vem vivendo um momento interessante. Enquanto Marcelo Melo e Bruno Soares ocupam o top 10 do ranking de duplas da ATP, a brasileira Bia Haddad conseguiu resultados expressivos no ano e terminou a temporada como a 71ª do ranking da WTA. Por outro lado, nas simples masculinas, nenhum brasileiro ficou dentro do top 100. Marcelo Melo, atual campeão de Wimbledon, rasgou elogios para a melhor tenista brasileira e também para Thiago Monteira. Além disso, ele acredita que a situação em simples é transitória e que a oscilação é normal.

“Sempre tem altos e baixos. Lógico que não gosto de ver o Brasil terminar sem nenhum jogador no top 100 por causa da tradição do país, mas ano que vem espero que cheguem mais jogadores. Acho que eles (Thomaz Bellucci, Rogerinho Dutra Silva e Thiago Monteiro) fazem de tudo para melhorar. Não é uma boa notícia, mas espero que melhorem como foi em alguns anos atrás”, declarou.

Marcelo Melo é o número 1 do ranking da ATP de duplas (Foto: André Garda)


“Thiago vem jogando muito bem, com vários resultados, acho que ele teve um dos seus melhores resultados neste ano. No feminino, você tem a Bia que está em constante evolução e tenho certeza que ela vai muito mais longe do que está hoje, ela está só no começo, é muito focada, sabe o que tem que fazer e faz. Isso vem aos poucos, acho que é normal. Estamos tentando trazer mais gente para jogar tênis, acho que quanto mais jogadores, no futuro você terá mais jogadores bem ranqueados”, completou ao ser questionado sobre as novas gerações de tenistas.

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Marcelo Melo, que teve a sua melhor temporada em 2017, ainda destacou a evolução da Confederação Brasileira de Tênis (CBT) nos últimos anos e elogiou os encontros que estão sendo promovidos entre atletas e dirigentes da modalidade.

“A confederação de hoje é muito melhor do que de anos atrás. Na época do meu irmão, não tinha apoio nenhum. Hoje em dia vários jogadores têm apoio. Agora um pouco menos por causa da redução dos patrocinadores, mas os jogadores recebem apoio. Ela vem buscando informações com atletas e empresários para melhorar. Eu acho fantástico reunir juvenis com profissionais, ex-jogadores e dirigentes”, declarou.

*Especial para a Gazeta Esportiva

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