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Ídolo do tênis afirma que Espanha tem condições de sediar um Grand Slam

São Paulo , SP
06/12/2018 13:42:25

Em: Mais Esportes, Tênis
Manolo Santana acredita em um novo Grand Slam (Foto: Jorge Guerrero/AFP)

Um dos maiores tenistas da história da Espanha, Manuel Santana, mais conhecido como Manolo Santana, continua bastante ativo no esporte da bola amarela, mesmo que já esteja com seus 80 anos e aposentado há algumas décadas. Além de assistir os jogos, o ex-atleta acredita que seu país de origem tem condições de sediar um Grand Slam, algo que mudaria toda a estrutura atual da ATP.

“Sempre existe a possibilidade de isso acontecer. Nós temos dinheiros, instalações de altíssimo nível e jogadores nas primeiras posições do ranking, então por que não poderíamos fazê-lo? Seria algo extraordinário. A verdade é que o tênis de hoje não tem nada a ver com o de 10 anos atrás, mas o que é importa é se manter a qualidade da competição, o espectador e o tenista muito unidos. Todos querem ver um tênis bonito, tenho certeza disso”, destacou Santana em entrevista ao jornal Marca.

No momento, apenas quatro países têm o privilégio de sediar um torneio Grand Slam: Australia (Australian Open), França (Roland Garros), Inglaterra (Wimbledon) e Estados Unidos (US Open). Além de serem as competições mais desejadas pelos principais tenistas profissionais, são as que dão os maiores valores em premiações e que possuem complexos gigantescos, luxuosos e que comportam dezenas de milhares de fãs de tênis.

Apesar de já estar aposentado há um bom tempo, Manolo Santana está na história do tênis espanhol. O ex-atleta ganhou quatro títulos de Majors na carreira, ainda na Era Aberta do Tênis (antes de 1968), e se tornou um ícone espanhol, sendo considerado por muitos o melhor tenista do país.

Isso mudou apenas há alguns anos, quando Rafael Nadal apareceu no circuito mundial e “chocou” o mundo com seu talento e sua mentalidade vencedora. Batendo recordes desde o começo da carreira, o Touro Miúra se tornou um dos maiores da história, rivalizando com Roger Federer, sem tirar o brilho e as conquistas de Manuel Santana.