Roger Federer conquistou o título na Austrália e se aproximou da liderança do ranking mundial (Foto: PETER PARKS / AFP)
A conquista de mais um Grand Slam por parte de Roger Federer fez com que o suíço se aproximasse da liderança do ranking mundial, algo que não acontece desde o dia 29 de junho de 2010. Atual número dois do mundo, o tenista viu sua pontuação crescer após a atualização do ranking divulgada nesta segunda-feira, depois da disputa do Aberto da Austrália.
Com os pontos adquiridos após a conquista, Federer vê sua desvantagem em relação ao seu principal rival pelo topo,o espanhol Rafael Nadal (eliminado nas quartas após sofrer uma lesão) cair para apenas 155 pontos.
Essa diferença na pontuação entre os tenistas é tão pequena que existe a possibilidade dela deixar de existir mesmo sem o suíço entrar em quadra. Isso porque antes mesmo de Federer voltar a atuar, Nadal deve atuar no ATP 500 de Acapulco, em fevereiro. Para seguir como melhor tenista do planeta, o espanhol precisará chegar ao menos na semifinal do evento mexicano.
Além da mudança na pontuação de Federer, aconteceram outras importantes mudanças no ranking mundial. Vice-campeão na Austrália, Marin Cilic conseguiu subir da sexta para a terceira colocação. Outros beneficiados na lista após a disputa na Oceania foram Hyeon Chung, que chegou até a semifinal e subiu do 58º para o 29º, e Kyle Edmund, outro semifinalista do Grand Slam que ganhou 23 posições e agora é o 26º do planeta.
Pelas mulheres, a principal mudança ocorre na liderança. Além de bater Simona Halep para conquistar o seu primeiro Grand Slam na carreira, Caroline Wozniacki também superou a romena no ranking de melhor tenista do planeta.
Além disso, Serena Williams, sem jogar desde o título no Aberto da Austrália de 2017, ficou sem pontuação alguma, o que a tirou do ranking da WTA. Entre os brasileiros, Bia Haddad, mesmo perdendo na segunda rodada do Grand Slam, ganhou nove posições e é agora a número 61 do mundo, três posições abaixo da melhor marca da carreira.
Nas duplas, a ascensão de Bia foi maior ainda. Ela e a romena Sorana Cirstea foram até as oitavas em Melbourne, campanha que lhe rendeu 31 colocações, entrando no top 100 na 79ª posição, a melhor que já ocupou na carreira.