Representantes dos principais jogadores de tênis do mundo, que fazem campanha para receber uma fatia maior da premiação dos torneios do Grand Slam, e os organizadores de Roland Garros tiveram uma reunião construtiva sobre o tema, informou neste sábado a Federação Francesa de Tênis (FFT).
Team Amélie 🆚 Team Yannick
📌 Court Philippe-Chatrier #RolandGarros pic.twitter.com/4oyJjBhZDX— FFT (@FFTennis) May 23, 2026
Reunião positiva
A FFT, representada entre outros pela diretora de Roland Garros e ex-número um do mundo Amelie Mauresmo, se reuniu com representantes dos jogadores na sexta-feira, ao fim do dia de mídia impactado pelo boicote antes do início do torneio.
“A reunião permitiu à FFT e aos representantes dos jogadores terem uma troca positiva e transparente sobre diversos assuntos”, afirmou a federação em comunicado enviado à AFP.
“Como essas discussões exigem mais tempo, todas as partes concordaram em continuar o diálogo e se reunir novamente nas próximas semanas.”
Uma fonte próxima às conversas disse à AFP mais cedo neste sábado que a FFT “concordou em negociar diretamente com os jogadores” envolvidos no protesto, incluindo os atuais números 1 do mundo Jannik Sinner e Aryna Sabalenka.
Como organizadora do Grand Slam de Paris, a FFT “se comprometeu a responder às propostas dos jogadores nas próximas semanas”, acrescentou a fonte.
Pedidos
Desde março de 2025, um grupo de cerca de 20 dos jogadores mais bem ranqueados dos circuitos ATP e WTA tenta garantir uma participação maior nas receitas geradas pelos torneios do Grand Slam.
Os atletas envolvidos pedem uma participação de 22% nessas receitas até 2030, contra cerca de 15% atualmente.
Para demonstrar sua insatisfação, 20 jogadores limitaram seus compromissos com a imprensa a 15 minutos na sexta-feira e no sábado, os dois dias reservados para entrevistas coletivas e compromissos de mídia antes do início de Roland Garros.
Representantes dos principais jogadores do mundo, principalmente agentes, também planejam conversas com os organizadores de Wimbledon e do US Open em duas reuniões separadas previstas para acontecer perto do fim de Roland Garros.
No entanto, nenhuma reunião está programada atualmente com os organizadores do Australian Open.
Além de uma distribuição mais justa das receitas nos torneios do Grand Slam, as estrelas do circuito também pedem maior participação nas principais decisões relacionadas aos quatro principais eventos do calendário mundial do tênis.
Os jogadores ainda querem que os torneios do Grand Slam invistam mais no “bem-estar” dos atletas, por exemplo em assistência médica, licença-maternidade e aposentadoria.
*Conteúdo produzido pela AFP
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