Demoliner fala em prazo para conquistar sonhos no tênis e exalta nova geração

Fernanda Lucki Zalcman* - São Paulo,SP

26-02-2019 08:00:28

Há 13 anos, Marcelo Demoliner vem sendo um dos principais nomes do tênis brasileiro nas duplas. E nesta terça-feira, o gaúcho de 28 anos entra em quadra mais uma vez para representar seu país e com o gostinho especial de ser em casa, no Brasil Open.

Antes da estreia no seu sexto torneio da temporada 2019, o tenista conversou com a Gazeta Esportiva e, com muito bom humor, falou sobre o seu futuro e também sobre o futuro do tênis brasileiro.

O gaúcho garantiu estar bem fisicamente e comentou sobre seus sonhos na modalidade e na vida pessoal e o prazo para conquistá-los. “É até estranho isso (estar 100%). Vamos bater na madeira né?! Está tudo certo, maravilhoso! Vamos falar baixo”, brincou.

“Mais uns cinco anos. Sonho em ser top 10 e se em cinco anos eu não estiver lá, eu vou partir para o meu sonho dois, que é constituir minha família, meus filhos... Eu já me formei em marketing e vou buscar alguma outra coisa se não der certo onde eu quero chegar. Obviamente acredito que eu continue no tênis, mas ainda é muito cedo para falar. Estou focado no agora”, concluiu.

Ainda falando de futuro, Demoliner avaliou com otimismo a nova geração do tênis brasileiro, tanto no simples, quanto nas duplas.

“Na simples, muito boa! Vejo com bons olhos. O Thiaguinho (Thiago Wild) está jogando um belo tênis, fino. A gente está com uma geração bem bacana e agora é tentar apoiar eles da melhor forma e deixar eles trilharem o caminho que eles almejarem”, analisou e completou.

“Nas duplas, eu ainda me considero um NextGen, trinta anos, sou novo (risos). Enfim, mas tem também os meninos que estão se dedicando mais a esse outro esporte, porque é um outro esporte né?! Enfim, eu apoio, treinei com eles hoje (25) e estão jogando super bem. E sim, faz diferença (a interação de atletas jovens e experientes). Fez na minha carreira. E obviamente eu vou fazer o mesmo. Se eles vierem até mim, claro. A montanha não vem até Maomé (risos). Sou um cara muito aberto, amigável com todos, e quando a gente treina junto, obviamente eu tento passar alguma coisa, se eu vejo algo que precisa falar... Então, sempre tentarei ajudar”, concluiu.

*Especial para a Gazeta Esportiva

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