Com a torcida contra, Djoko bate Federer e é bi do Aberto dos EUA

São Paulo, SP

13-09-2015 23:47:47

O sérvio Novak Djokovic comemora ponto que resultou no bicampeonato do Aberto dos Estados Unidos (Foto: Jewel Samad/AFP)
O sérvio Novak Djokovic comemora ponto que resultou no bicampeonato do Aberto dos Estados Unidos (Foto: Jewel Samad/AFP)

Não é à toa que Novak Djokovic e Roger Federer são os números 1 e 2 do mundo, respectivamente. Na noite deste domingo, na barulhenta quadra central Arthur Ashe com todos os seus 24 mil assentos preenchidos, o sérvio venceu o suíço na final do Aberto dos Estados Unidos e se tornou bicampeão do Grand Slam norte-americano, igualando-se a Rafael Nadal e aos ex-tenistas Andre Agassi, Stefan Edberg e Patrick Rafter na Era Aberta do tênis.

Além de estar enfrentando uma lenda do esporte, que é Roger Federer, Djoko teve que lidar com outro “adversário”: a torcida, que, a cada ponto do suíço, vibrava intensamente. Mas o sérvio mostrou o porquê é o líder do ranking mundial e venceu a decisão por 3 sets a 1, com parciais de 6/4, 5/7, 6/4 e 6/4, em 3h20 de batalha no principal palco do complexo de Flushing Meadows, onde a partida foi iniciada com três horas de atraso por conta da chuva que caiu sobre Nova York.

Campeão nas quadras rápidas de Nova York também em 2011, Nole angariou seu décimo título de Grand Slam – venceu cinco Abertos da Austrália e Wimbledon outras três vezes. De quebra, o tenista de Belgrado empatou com Federer no retrospecto histórico entre os dois: são 21 vitórias para cada agora.

Esta é, também, a terceira final consecutiva de Grand Slam que Djokovic derruba o ex-número 1 do mundo, já que o sérvio levou a melhor nas duas últimas decisões em Wimbledon. O triunfo também representa um troco pela derrota na final do Aberto dos Estados Unidos de 2007, quando o suíço venceu por 3 parciais a 0.

Posto isso, Federer segue sem conquistar um Grand Slam desde 2012, quando venceu Wimbledon. Para piorar, o jejum de títulos do suíço no Aberto dos Estados Unidos aumenta para sete anos, já que a última vez que foi campeão em Nova York aconteceu em 2008, temporada em que levou o pentacampeonato consecutivo.

Considerada a maior rivalidade do tênis atual, Djokovic x Federer aconteceu em seis oportunidades neste ano, todas em finais de campeonatos, com quatro vitórias para o sérvio.

Como premiação, Djokovic soma mais 2 mil pontos no ranking e ganha 3,3 milhões de dólares (Foto: Jewel Samad/AFP)
Como premiação, Djokovic soma mais 2 mil pontos no ranking e ganha 3,3 milhões de dólares (Foto: Jewel Samad/AFP)

O jogo – Logo de cara Djokovic mostrou a Federer que não seria fácil confirmar o serviço como fez com seus outros adversários durante o campeonato. O número 2 do mundo teve que salvar três breakpoints para não ter o saque quebrado no primeiro game da partida.

Mas dois games depois Federer não resistiu às pancadas do sérvio, que atacou agressivamente a esquerda – “ponto fraco”- do adversário para conquistar a primeira quebra do jogo.

Federer devolveu o golpe logo em seguida, mas os erros não forçados cometidos no sétimo game resultaram em uma nova quebra do saque suíço (4/3). Aí Nole não perdoou, foi agressivo e confirmou seus serviços posteriores para fechar o set em 6/4, sendo essa a primeira parcial em que o tenista da Basileia saiu derrotado nesta edição do Grand Slam americano.

O segundo set foi ainda mais equilibrado e emocionante. Djoko manteve o estilo de jogo e a estratégia de atacar a esquerda de Federer, que passou a subir mais à rede e acertou a mão no saque para encurtar mais os pontos.

Com isso, os dois tenistas mantiveram seus serviços intactos até o 12º e mais longo game até então, quando, depois de jogadas incríveis e dois set points, o suíço conseguiu a quebra para vencer a parcial e empatar a decisão na quadra Arthur Ashe, que veio abaixo sem esconder a torcida pelo número 2 do mundo.

Roger Federer lutou, jogou de igual para igual com Djokovic, mas ficou sem o hexa em Nova York (Foto: Jewel Samad/AFP)
Roger Federer lutou, jogou de igual para igual com Djokovic, mas ficou sem o hexa em Nova York (Foto: Jewel Samad/AFP)

O ritmo continuou alucinante no terceiro set. Os dois tenistas protagonizaram grandes jogadas com trocas de bolas intermináveis, proporcionando games cada vez mais longos. Cometendo menos erros do que o adversário e vencendo os pontos mais importantes, Djokovic conquistou duas quebras, contra uma de Federer, fez 6/4 e ficou a uma parcial do bicampeonato em Nova York.

O quarto e último set do Aberto dos Estados Unidos de 2015 começou a ser decidido logo em seu início. Djokovic atacou o serviço de Federer já no primeiro game da parcial, aproveitou os erros do suíço e conseguiu a quebra para depois sacar firme e abrir 2/0.

O melhor tenista do mundo voltaria a rechaçar o saque de Roger no sétimo game com uma linda devolução. Sacando para o campeonato, Djokovic viu um Federer "sem ter o que perder" devolver a quebra com ótimos winners e voltar para o jogo.

Na sequência, o número 2 do mundo serviu bem e encostou no placar: 5/4. No décimo game, o sérvio salvou três breakpoints e, sob enorme pressão, sacou bem, forçando as devoluções erradas do adversário para erguer, pela segunda vez, o troféu na Arthur Ashe.

Deixe seu comentário