Brasileiros veem tropeços em casa como preparação para as Olimpíadas

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São Paulo-SP - 26/02/2016 - BRASIL OPEN 2016 - Jogo de duplas entre, Marcelo Melo (BRA) e Bruno Soares (BRA) vs Guilhermo Duran (ARG) e Andres Molteni (ARG), durante Brasil Open 2016 no Esporte Clube Pinheiros. Foto: Leandro Martins/DGW Comunicação
Marcelo Melo e Bruno Soares serão parceiros nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro (Foto: Divulgação)

Marcelo Melo e Bruno Soares serão parceiros nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro (Foto: Divulgação)

Sem seus habituais companheiros estrangeiros, Marcelo Melo e Bruno Soares foram parceiros no ATP 500 do Rio de Janeiro e no ATP 250 de São Paulo. Os brasileiros terminaram sem títulos, mas classificaram a passagem pelo País como uma etapa importante da preparação para os Jogos Olímpicos.

Na semifinal do torneio disputado no Rio de Janeiro, os espanhóis Pablo Carreno Busta e David Marrero bateram os brasileiros por 2 sets a 1, com parciais de 6/2, 3/6 e 10-7. Em São Paulo, nas quartas, os argentinos Guillermo Duran e Andres Molteni venceram os locais por 6/1, 2/6 e 10-8.

“A gente vem para ganhar todos os torneios. No balanço, ficou abaixo da expectativa. Realmente, queríamos beliscar um caneco. Ganhar em casa é uma coisa muito gostosa. Mas isso é parte de um processo, nada mais que uma etapa da nossa preparação para as Olimpíadas”, disse Bruno Soares.

Marcelo Melo, atual líder do ranking mundial de duplistas, venceu Roland Garros 2015 com o croata Ivan Dodig e Bruno Soares, 10º da lista, ganhou o Aberto da Austrália 2016 com o britânico Jamie Murray. Os resultados alcançados no Rio de Janeiro e em São Paulo, pelo menos, servem para diminuir o clima de euforia em torno da dupla antes das Olimpíadas.

“Isso mostra que todo o mundo está jogando um nível de tênis muito alto e como o circuito é duro. Por nosso histórico, cria-se uma expectativa", disse Soares após a derrota para Duran e Molteni. "De um lado (o revés) é até bom para a turma ver que precisa ter paciência, calma e jogar o jogo”, completou.

Os brasileiros, ex-parceiros fixos no circuito da ATP, ganharam Estocolmo 2012, São Paulo 2011, Santiago 2011 e Nice 2010. Ambos representarão o Brasil nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro e estão entre os cotados ao pódio da competição, a ser disputada em quadra rápida.

“Não é nada alarmante. Temos que continuar o trabalho. Obviamente, vamos estudar alguma coisa com nossos treinadores e entre a gente, aspectos que podemos melhorar. Ainda faltam cinco meses e há uma boa margem para trabalhar em cima disso”, afirmou Soares.

No Rio de Janeiro e em São Paulo, os duplistas mineiros viveram a rara experiência de jogar diante de seus compatriotas com apoio maciço das arquibancadas. Em busca da sonhada medalha olímpica no Rio de Janeiro, o apoio do público durante os jogos será mais um trunfo.

“Deu para sentir bem. A torcida vai fazer diferença, com certeza. É como na Copa Davis: quando jogamos em casa, é muito diferente. Sem o público, não sabemos se conseguiríamos terminar a partida como terminamos”, afirmou Melo após o duelo contra os argentinos, decidido apenas no super tie-break.

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