Atual campeão de Roma, Zverev atribui sua má fase ao "esgotamento"

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Foto: Divulgação/Fotojump

Atual campeão do Masters 1000 de Roma, Alexander Zverev definiu que agora está em um "bom caminho", atribuindo a má fase após a derrota na final do Aberto da Austrália ao esgotamento.

O número dois do mundo, de 28 anos, pôs fim à seca — que incluiu derrotas na primeira rodada em Indian Wells e Monte Carlo — ao conquistar o título da ATP em Munique em meados de abril.

O alemão, que ainda busca seu primeiro título de Grand Slam, disse que deveria ter tirado um tempo de folga após perder para Jannik Sinner em sets diretos na final do Aberto da Austrália no final de janeiro.

"Antes de Munique, obviamente, meu nível de jogo não era ótimo", admitiu na coletiva de imprensa desta terça-feira. "Há razões para isso. Acho que não tirar um tempo de folga depois da Austrália foi um grande motivo. Senti que estava um pouco esgotado."

Zverev disse que a vida de um tenista profissional traz um ciclo incessante de viagens e jogos, sem tempo para descansar. "Tênis é um esporte difícil", reconheceu. "Jogamos muito. Viajamos muito. Primeiro, não damos descanso ao corpo, mas também não damos descanso à cabeça. Não há descanso mental. Eu precisava um pouco disso. Estou no caminho certo. Ganhei um torneio há duas semanas. Não posso esquecer disso. E preciso me concentrar nos pontos positivos", completou.

Zverev, no entanto, acredita que um dia será o número um do mundo e criticou a mídia por menosprezá-lo durante a má fase. Ele ressaltou que não era o único que vinha enfrentando dificuldades ultimamente, com os ex-número um e múltiplos campeões de Grand Slam Novak Djokovic e Carlos Alcaraz também passando por momentos complicados.

"Acho que a mídia também adora menosprezar os jogadores", afirmou. "Tive dois meses ruins antes de Munique. Eu não jogava um ótimo tênis antes de Munique. De repente, sou o pior número 2 do mundo de todos os tempos. Eu não mereço estar lá. Estou lá porque ganhei torneios. Estou lá porque tenho resultados", rebateu.

Zverev espera que uma boa defesa de título em Roma o prepare para ir ainda melhor do que no ano passado no Aberto da França e ser coroado campeão.

"No fim das contas, em grandes partidas, grandes momentos, ainda acredito que os melhores jogadores vão se destacar. Ainda acredito que vou encontrar meu tênis para os maiores torneios", avisou.

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