As atuações nos playoffs do Grupo Mundial da Copa Davis contra a Espanha, no Ginásio do Ibirapuera, servem de exemplo para Thomaz Bellucci. Nesta semana, ele disputa o Aberto do Brasil, ATP 250 realizado no mesmo local, sonhando em repetir o nível apresentado em setembro.
Em comum àquela semana, em que derrotou Roberto Bautista-Agut, então 15 do mundo, e Pablo Andujar, há a presença João Zwetsch no Ibirapuera. Capitão do Brasil na Copa Davis, ele voltou a trabalhar com Bellucci no início deste ano, retomando uma parceria que fez sucesso por duas temporadas.
“A gente fez um bom trabalho nos últimos confrontos da Copa Davis. O João me deixa à vontade, mesmo agora no circuito. Ele é um cara que me motiva. Sempre rendi um pouco mais na Davis e pode ser pelo fato de que ele estava lá. Espero manter esse mesmo nível agora”, afirmou Bellucci.
Thomaz Bellucci foi herói do Brasil na classificação ao Grupo Mundial da Copa Davis - Credito: Fernando Dantas/Gazeta Press
O tenista paulista e Zwetsch trabalharam juntos entre 2008 e 2010 e retomaram a parceria no início deste ano, já que Bellucci estava sem treinador desde o rompimento com o espanhol Francisco Clavet. Sob o comando do gaúcho, ele alcançou a 21ª colocação do ranking mundial, em julho de 2010, a melhor de sua carreira.
“Não acredito em coincidências. Fiz um bom trabalho com ele e cheguei a 21 do mundo. Fiquei perto disso com o Larri Passos e o Daniel Orsanic, mas com o João fui mais longe. Por isso espero uma boa temporada”, afirmou o tenista, 63º colocado do ranking. “Tenho tudo para voltar aos 50 do mundo nestes primeiros eventos do ano e melhorar ainda mais nos torneios grandes”.
Bellucci também demonstra confiança para a semana em São Paulo por jogar em casa. Ele deve contar com a família e amigos nas arquibancadas do Ginásio do Ibirapuera e soube usar o apoio da torcida nas últimas vezes que jogou no País. Antes da Davis, em 2014 alcançou a semifinal do Aberto do Brasil e também as quartas do ATP 500 do Rio de Janeiro.
“É sempre motivador jogar em São Paulo. Sou daqui, treino aqui. É uma emoção diferente. Quando volto para cá, dá aquele frio na barriga a mais por saber que estou em casa com a torcida. Nos últimos jogos consegui administrar bem e usar isso a meu favor”, concluiu. .