Após três dias sem competição, o Rio Pro conheceu a campeã na Praia de Itaúna, em Saquarema, neste domingo. Com recorde de público nas areias, Luana Silva ficou com o vice-campeonato da nona etapa do Championship Tour (CT) da WSL após perder para a australiana Molly Picklum.
Luana se despediu com o melhor resultado da história do surfe feminino brasileiro no CT em Saquarema. Após passar do corte realizado no meio da temporada, a atleta apresentou performances excelentes a cada bateria para chegar na final, eliminando a atual campeã mundial, Catlin Simmers, a veterana Tyler Wright e a campeã olímpica Caroline Marks, respectivamente.
“É loucura com doideira, não sei explicar muito (risos). Estou sem palavras. Quando eu entrei no mar, eu olhei pra trás e vi a praia cheia e lotada… eu nunca vivi uma coisa dessas, então é muito legal fazer parte de um Finals Day aqui em Saquarema. Todo mundo na torcida aqui, tá demais. Isso é um sonho”, comentou Luana sobre o seu primeiro Finals Day no Brasil.
Apesar da derrota, a brasileira foi aplaudida nas areias de Itaúna, rendendo ainda o apelido de “Rainha de Saquá”.
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Molly Picklum vence e passa vestir a lycra amarela
Com boas performances desde o início do campeonato, Molly Picklum já ensaiava a conquista do título a cada bateria surfada. Na rodada de estreia, a australiana anotou o maior somatório do dia, com 13.50 pontos.
Na sequência, Molly passou com facilidade por Arena Rodriguez nas quartas de final e soube escolher as melhores ondas na semifinal, diante de Erin Brooks, que lhe renderam notas 6.33 e 6.67. Já na Final contra Luana, Molly garantiu o troféu de campeã quando anotou um 8.17 derradeiro para Luana.
“Eu estou muito feliz de ter chegado até aqui, e agora é ir para J-Bay vestindo a lycra amarela. Obviamente ainda temos dois eventos pela frente, mas é um empurrão a mais e eu estou adorando”, festeja Molly, que sobe duas posições na tabela do feminino e assume o primeiro posto na corrida para o WSL Final Five.
Miguel Pupo termina em terceiro no masculino
Algoz de Filipe Toledo nas oitavas de final e Yago Dora nas quartas de final, Miguel Pupo foi o brasileiro mais bem colocado do Rio Pro, encerrando sua participação em terceiro lugar no geral e entrando no Top 10 do ranking do CT. Além do duelo contra o americano Cole Houshmand na primeira bateria da semifinal que o tirou do jogo, Miguel travou uma batalha ainda maior durante toda a competição: uma séria lesão na lombar.
“A batalha fora d’água foi dura, a lesão na lombar atrapalhou bastante. No dia da bateria ali com o Filipe eu cheguei a travar. Não conseguia levantar nem sentar, mas segui batalhando. Fui pra água e deu tudo certo, graças a Deus, e graças à minha equipe e ao pessoal da equipe médica do evento também. Eles me ajudaram bastante. Eles ficaram juntos comigo o evento inteiro, me ajudando e cuidando de mim, e por conta deles eu acho que eu cheguei tão longe. Se eu não tivesse ninguém cuidando, se eu não tivesse essa equipe por trás 24h por dia, talvez eu não estivesse aqui brigando na semifinal, brigando por um título”, conta Miguel, que já projeta sua ida à Jeffreys Bay.
“J-Bay é uma onda muito boa. É um clássico do surf. É muito bom sempre voltar lá. Meus melhores resultados têm sido de backside esse ano, então eu acho que eu posso levar isso a meu favor para J-Bay. Eu espero dar o meu melhor lá também, e subir aos pouquinhos. Parece que eu não estou dando muito salto no ranking, mas eu vou subindo aos poucos e eu espero seguir desse jeito. E eu sonho estar no Finals”, finalizou o brasileiro.
Cole, que tirou a maior nota do dia (9,4), falou do momento especial.
“Todo mundo aqui é muito apaixonado e tem milhares pessoas na praia. Então, pra mim, é a realização de um sonho. Sempre quis vencer aqui, e essa vitória é incrível. Saquarema é bom demais, eu adoro. Nos últimos dias estive de boa, curtindo as festas, a vida noturna... só me divertindo mesmo. Aqui é legal, parece um paraíso. Então é isso: relaxar, curtir e poder surfar”, celebrou.