Sem previsão de retorno, Woods nega aposentadoria e projeta novos títulos

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Lenda do tênis, Tiger Woods vive momento de incerteza sobre futuro no golfe (foto: Jewel Samad/AFP)

As Olimpíadas do Rio de Janeiro serão marcadas pelo retorno do golfe ao programa olímpico após mais de um século de ausência. Contudo, o maior jogador das últimas duas décadas ainda não sabe se estará em condições de competir -- não apenas no Rio, mas novamente algum dia. Prestes a completar 40 anos, Tiger Woods desabafou sobre os problemas físicos que tem enfrentado e as incertezas do futuro, sem esconder o otimismo em voltar à ativa e recuperar seu posto entre os melhores do mundo.

“Há torneios e campeonatos importantes para ganhar”, escreveu o golfista em seu blog pessoal, na página da PGA Tour.

Recordista no posto de número 1 do mundo, com 683 semanas, Woods passou por três cirurgias nas costas nos últimos dois anos e ainda tem dificuldades para caminhar, de acordo com a imprensa britânica. A ausência das competições o derrubou para a 414ª posição no ranking mundial. Sua última competição foi em agosto, em Wyndham, e não há previsão de retorno, mas o atleta refuta a ideia de se aposentar.

Lenda do tênis, Tiger Woods vive momento de incerteza sobre futuro no golfe (foto: Jewel Samad/AFP)

Lenda do golfe, Tiger Woods vive momento de incerteza sobre futuro no esporte (foto: Jewel Samad/AFP)

"O que mais quero quando penso em 2016 é voltar aos campos", projetou Woods. "Sinto muita falta disso, e gostaria de jogar livre de dores. Não consigo isso há um tempão. Apenas tive algumas sequências assim nos últimos anos e pude chegar a alguns bons resultados. Mas gostaria me sustentar com boa saúde."

Woods passou por uma cirurgia para remover um fragmento de disco que estava comprimindo seus nervos em abril de 2014. Ele se recuperou e voltou à ativa, mas os problemas nas costas tornaram a atormentá-lo. Apesar de ser o segundo golfista que mais faturou títulos no circuito profissional, com 79 ao todo, três atrás de Sam Snead, e o vice-líder em Masters (14), atrás apenas de Jack Nicklaus (18), o norte-americano parece ter pagado, em 2015, a conta de tantos anos como atleta de alto nível.

"Estou vivendo uma época de cão. Tenho sido muito questionado ultimamente sobre como é a sensação de ter jogado na liga profissional de golfe por 20 anos. Eu vivo anos de cão desde que me tornei profissional, em 1996, então são 140 anos. Parece que são 140, mas também parece que são cinco. Sei que é uma contradição, mas é como me sinto", avaliou.

A despeito de todos os problemas, Woods, cujo último título relevante foi o Aberto dos Estados Unidos 2008, se mostrou confiante no retorno. "Onde me vejo daqui a cinco ou dez anos? Ainda jogando golfe no mais alto nível."

 

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