Um projeto de inclusão social irá colocar o futebol dentro de uma escola pública na cidade de Pouso Alegre, interior de Minas Gerais. Mas não aquele futebol do famoso 7 a 1 alemão, praticado no país, e sim o que tem crescido no Brasil nos últimos anos vindo diretamente da América do Norte: O futebol americano. A iniciativa é do Pouso Alegre Gladiadores, equipe da cidade mineira e que disputa a Super Copa São Paulo, espécie de campeonato estadual em São Paulo.
Como permite a participação de pessoas de qualquer porte físico e biotipo, o Futebol Americano é conhecido por ser um esporte democrático. Mateus Hope, um dos idealizadores do projeto e quarterback titular da equipe, explica a intenção da iniciativa: “Sempre estivemos próximos à sociedade de Pouso Alegre com ações sociais. O ‘Gladiadores do Futuro - Futebol Americano na Escola’ é uma forma de contato do esporte que praticamos com a sociedade, levando a modalidade para os alunos de 6º ao 9º ano. A nossa principal motivação é a inclusão desses jovens e adolescentes, ensinando algo diferente do que eles estão acostumados”, pontuou o jogador.
Emplacar o projeto, entretanto, não foi uma tarefa das mais fáceis. Segundo Hope, a ideia não é nova e só o contato com um vereador da cidade acelerou as conversas com o corpo docente da Escola Municipal Vasconcelos Costa, que abraçou a causa. De início, como educador físico formado, o próprio jogador ministrará a atividade com os alunos, ao lado do professor da escola. No futuro, a intenção é capacitar mais pessoas para dar aula e fazer o projeto crescer em toda a cidade. “O projeto é um piloto. Esperamos superar todos os desafios para fixá-lo e espalharmos em outras escolas. Já fechamos o mesmo projeto com um bairro da cidade. Será o "Gladiadores do Futuro - Futebol Americano na Comunidade", revelou.
Há a intenção de formar jogadores para o Pouso Alegre Gladiadores, mas em segundo plano. Usando o futebol americano, Mateus Hope revela um sonho. “Quero formar nos Gladiadores uma divisão voltada para projetos sociais, como uma fundação. Para cuidar do futuro de jovens carentes, atender as necessidades de adultos marginalizados, visitar constantemente asilos e comunidades de miséria. É só o começo”, finalizou.

