Primeira atleta paralímpica refugiada espera ser um "exemplo" a ser seguido

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Foto: Behrouz Mehri/AFP

Alia Issa é a primeira atleta da seleção de refugiados nos Jogos Paraolímpicos. Nesta segunda-feira, durante uma coletiva de imprensa, disse esperar de outras refugiadas com algum tipo de deficiência que sigam seu exemplo de não ter medo e ir disputar na competição.

“Não fiquem em casa, tentem praticar esportes todos os dias, vão para o mundo. Espero ser o primeiro exemplo a seguir”, declarou Alia.

A atleta de 20 anos nasceu na Grécia em uma família de refugiados sírios e ainda vive no país. Aos quatro anos, contraiu varíola, uma infecção que danificou seu sistema nervoso. Agora precisa se locomover em uma cadeira de rodas e tem problemas na fala.

Membros da equipe de refugiados paraolímpicos. (Foto: Behrouz Mehri/AFP)

Issa só começou a praticar esportes há três anos e não se especializou no arremesso de peso, sua disciplina olímpica, até dois anos atrás. Sorridente, ela estava "muito orgulhosa" e "muito feliz" por ser uma das duas porta-bandeiras da equipe de refugiados em Tóquio, formada por seis atletas paraolímpicos.

“Estamos muito gratos aos países que hospedam refugiados e encorajamos os países que podem apoiá-los a fazê-lo. Esperamos transmitir esta mensagem ao povo japonês”, disse Ileana Rodríguez, chefe da missão da equipe.

Será apenas a segunda vez que os 82 milhões de refugiados no mundo serão representados por um time nos Jogos Paraolímpicos, após a Rio-2016.

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