(Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)
A 70ª edição da Prova Ciclística 9 de Julho, realizada nas ruas da cidade de São Paulo pelo segundo ano consecutivo, pode ser considerado um aquecimento a modalidade nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016. A organização vê o evento como uma prévia ao público do que esperar na prova de estrada da Cidade Maravilhosa.
“A gente vai trazer ao público de São Paulo uma modalidade olímpica um mês antes dos Jogos”, celebrou o organizador da prova, Marcus Gurgel. Ele ressaltou ainda a convocação de Kleber Ramos, terceiro colocado da temporada passada da 9 de Julho, para a Seleção Brasileira de estrada nas Olimpíadas.
A corrida unirá profissionais e amadores. Serão 3.500 atletas, divididos em três categorias: 2.000 na aspirantes, mil na elite masculina e 500 na elite feminina. A elite masculina completará quatro voltas em um circuito montado por vias que geralmente são utilizadas por carros e estarão fechadas para a prova.
A largada e a chegada são na Avenida Lineu de Paula Machado. A primeira volta tem 28,3km. As três seguintes, 22,7km cada, totalizando 96,4km. Os aspirantes farão apenas a volta de 28,3km. A elite feminina dá uma volta a menos do que a masculina, com 73,7km de percurso.
“Essa é a prova de um dia mais antiga e tradicional do Brasil. Felizmente houve uma briga grande da Gazeta para recolocar ela na rua. Esse é um começo, depois temos que ampliar porque com o apoio de todo o mundo iremos fazer o ciclismo crescer”, afirmou o presidente da Federação Paulista de Ciclismo, José George Breve.
Este é o segundo ano consecutivo em que a 9 de Julho é realizada nas ruas de São Paulo, retomando o modelo das primeiras edições do evento. Criada em 1933, ela só deixou de ser realizada de 1941 a 1946, por causa da Segunda Guerra Mundial, de 1952 a 1954 e de 1966 a 1968.