Gazeta Esportiva

“Estou aérea, mas muito feliz”, festeja Etiene após feito histórico

São Paulo, SP

06/08/15 | 14:14

Etiene  ficou "aérea" depois de se tornar a primeira brasileira medalhista em um Mundial de piscina longa (Foto: Satiro Sodré/SSPress)
Etiene ficou "aérea" depois de se tornar a primeira brasileira medalhista em um Mundial de piscina longa (Foto: Satiro Sodré/SSPress)

Etiene Medeiros vem se consolidando como a mais importante atleta da história da natação feminina do Brasil. Nesta quinta-feira, em Kazan, a pernambucana se tornou a primeira brasileira a subir ao pódio de um Mundial de piscina longa (50m) ao conquistar a medalha de prata nos 50m costas e, por isso, parece estar nas nuvens de tanta felicidade, que só não foi maior porque a chinesa Fu Yuanhui levou o ouro.

“Um momento de silêncio, por favor. Gente, que emoção, meu Deus. Nessa prova até chorei no banco de controle ali com o Vanza, só quem está aqui sabe como é o controle emocional que precisa estar. Estou muito feliz, fazendo melhor do que já tinha, nossa, a chinesa foi sensacional. Esse ano ela foi melhor do que eu e estou feliz. É a terceira medalha do Brasil, estou muito feliz gente, a adrenalina da prova ainda está aqui, é uma coisa natural, mas ainda estou aérea, mas muito feliz”, festejou Etiene ao canal Sportv.

Etiene nadou para 27s26, o novo recorde da prova nas Américas. E os feitos históricos não param por aí. Em Doha 2014, a nadadora também foi a primeira brasileira a conquistar medalhas em Mundias de piscina curta, com o ouro nos 50m costas. Lá, ela também levou a dourada no 4x50m medley misto e o bronze no 4x50m livre misto.

“Sabia que ia chegar perto do recorde, até eu estava pensando nisso. Os 50m são muito rápidos, precisa de muita explosão, muita confiança. Estava patinando no início e preferi encaixar os dois primeiros ciclos antes de entrar com a frequência e foi bom. Baixei o tempo e consegui a medalha”, explicou a nadadora de apenas 24 anos, segunda colocada nas eliminatórias da última quarta-feira, quando também terminou atrás da chinesa.

“Hoje foi bem diferente de ontem, senti nos últimos seis metros. Numa prova de explosão é assim, no fim a gente não tem velocidade, tem que ter muito cuidado, você perde o controle de tudo”, encerrou.

A prata de Etiene foi a terceira medalha da natação brasileira em Kazan. Antes, Nicholas Santos ficou em segundo nos 50m borboleta, mesma posição de Thiago Pereira nos 200m medley. Nas maratonas aquáticas, o País somou três pódios, com Ana Marcela Cunha (bronze nos 10km e ouro nos 25km) e por equipes (Ana Marcela, Allan do Carmo e Diogo Villarinho nos 5km).

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