Ana Marcela desabafa com bronze e vaga garantida: “Alívio grande”

São Paulo, SP

28-07-2015 11:16:31

Alívio. Esse é o sentimento de Ana Marcela Cunha e Poliana Okimoto após assegurarem uma vaga nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. A primeira (1h58min06s7) conquistou o bronze na prova de 10km das maratonas aquáticas no Mundial de Kazan, enquanto a segunda (1h58min28s8) terminou na sexta colocação, na manhã desta terça-feira. Agora elas se juntam a Allan do Carmo, que obteve sua classificação no dia anterior, para formar o time brasileiro da modalidade no maior evento esportivo do ano que vem.

“Não são quatro anos treinando. São sete, porque em 2011 eu fiquei em 11º lugar e fora dos Jogos de Londres por uma posição. Estou muito feliz”, desabafou Ana Marcela, baiana de 23 anos.

Ana Marcela começou na maratona aquática aos 13 anos, em 2005, quando foi ao pódio da Travessia dos Fortes, em Copacabana, mesmo local onde competirá no Rio 2016. Em 2008, foi aos Jogos de Pequim e entrou para a história dos esportes aquáticos brasileiros em Olimpíadas ao conquistar o quinto lugar, igualando as marcas de Piedade Coutinho, em 1936, e Joanna Maranhão, em 2004, os melhores resultados femininos na água até então.

“Eu estive no pódio em todas as últimas onze provas internacionais de 10 km. Oito etapas da Copa do Mundo em 2014, mais as duas etapas deste ano e a prova de hoje. Em 2011, ouvi comentários que diziam que eu estava toda hora no pódio das Copas do Mundo, mas fiquei fora da Olimpíada. É um alívio muito grande. A meta agora é brigar por uma medalha também nos Jogos Olímpicos em casa”, contou Cunha, que já havia sido prata nos 10km do Mundial de Barcelona, em 2013.

 

Ana Marcela Cunha levou o bronze nos 10km em Kazan e garantiu uma vaga para o Rio 2016 (Foto: Satiro Sodré/SSPress)
[/media-credit] Ana Marcela Cunha (à esquerda) levou o bronze nos 10km em Kazan e garantiu uma vaga para o Rio 2016 (Foto: Satiro Sodré/SSPress)

Ana Marcela volta às águas do rio Kazanka na próxima quinta-feira, quando disputará a prova por equipes, fazendo parceria com Allan do Carmo e Diogo Villarinho: “Por ser uma prova de equipe, estão todos representando o Brasil, o que acaba dando mais gás na prova, mas é preciso bastante estratégia. Tudo tem que ser bem sincronizado. O que conta é o tempo do terceiro que chega. Vamos combinar qual será a tática e todas as opiniões são importantes. Temos que fazer o melhor para o Brasil”, comentou a brasileira.

Na prova por equipes, três nadadores percorrem uma distância de cinco quilômetros. Eles caem juntos na água e o tempo que vale para a classificação é o do último a completar a distância. Como obrigatoriedade, as equipes precisam ter ao menos uma mulher.

“Temos dois dias para pensar nessa prova e eu tenho mais dois para os 25 quilômetros “, acrescentou Ana Marcela, que nadará a prova mais longa da competição no próximo sábado, dia 1. Nesta distância, ela já levou um ouro em Xangai 2011 e um quinto lugar no Mundial de 2013, em Barcelona.

Campeã da prova de 10km em Barcelona 2013, a paulista Poliana Okimoto também declarou estar aliviada com a vaga garantida e disse que a pressão durante a disputa pode ter ajudado a cruzar a linha de chegada em sexto lugar no rio Kazanka.

“Estou super aliviada! Claro que queríamos uma medalha e ficou muito próxima. A briga pelo bronze foi na batida de mão, mas conseguimos colocar as duas nos Jogos Olímpicos, nadando bem e brigando por medalha. Foi uma prova boa e acho que a última alimentação pode ter me prejudicado para a última volta. A pressão era muito grande para chegar entre os dez. Esse nervosismo pode ajudar a nos manter concentrada e hoje foi um teste muito bom, ou seja, passar pela pressão de conseguir uma vaga para nadar uma Olimpíada. Passamos com louvor”, comemorou a paulista.

Poliana Okimoto cravou o sexto lugar em Kazan e também irá ao Rio de Janeiro, em 2016 (Foto: Satiro Sodré/SSPress)
[/media-credit] Poliana Okimoto cravou o sexto lugar em Kazan e também irá ao Rio de Janeiro, em 2016 (Foto: Satiro Sodré/SSPress)

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