Ana Marcela Cunha completa travessia do Canal da Mancha com recorde

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Foto: Jonne Roriz/COB

Nesta quarta-feira, a nadadora Ana Marcela Cunha, campeã olímpica e mundial de maratonas aquáticas, alcançou um feito histórico para o esporte brasileiro. A brasileira concluiu a famosa travessia do Canal da Mancha, que conecta a Inglaterra à França, em 8h25min29s, estabelecendo um novo recorde sul-americano, contando mulheres e homens.

Uma vez que as fortes correntes implicam em um nado não linear, o trajeto de Ana Marcela teve uma distância total de 42,9 km. A atleta começou o percurso da cidade inglesa de Dover, 1h (Brasília) e chegou na cidade francesa de Calais às 9h25 (Brasília). Com o tempo registrado, Ana superou os antigos recordes sul-americanos, pertencentes a Adherbal de Oliveira (8h49min, em 2015) e Ana Mesquita (9h40, em 1993). A marca conquistada pela brasileira também é a mais rápida entre homens e mulheres no mundo desde 2022.

“Acredito que, óbvio, a medalha olímpica é uma conquista muito profissional e no auge do atleta é a maior conquista que você pode ter na vida. Mas acho que quando você realiza sonhos, mesmo não sendo uma medalha olímpica, vale muito. É o caso de hoje, algo que eu sempre quis também. Para mim vale tanto quanto. Não é só o ouro olímpico, não são somente as 17 medalhas em mundiais. Sei que tudo isso está na história. Mas essa travessia era um sonho muito pessoal, de criança. Ter atravessado e ter realizado esse sonho é de extrema importância para minha vida. Estou muito, muito feliz”, disse Ana Marcela, em entrevista ao Time Brasil TV.

Durante o trajeto, a atleta enfrentou adversidades no percurso, mas conseguiu emplacar um bom ritmo para alcançar um tempo extraordinário no final da prova. Ana Marcela foi a última a largar, quatro horas depois do primeiro barco (foram treze que saíram acompanhados de nadadoras diversas). Mesmo assim, Ana ultrapassou todos os adversários para chegar primeiro em Calais.

“Essa travessia foi para mim um momento de curtição. Independentemente de todos os fatores que encontrei, como um pouco de ondas, algumas caravelas, nada me prejudicou. Eu tinha experiência de ter nadado provas longas e isso me trouxe tranquilidade de saber para onde estava indo, sentir a correnteza e seguir em frente”, explicou.

“Acredito que todos os profissionais que estavam no barco me passaram bastante firmeza e confiei bastante na análise deles. Em alguns momentos acelerei o circuito de braçadas para me manter num ritmo confortável. No fim, foi tudo demais. Estou cansada, mas muito realizada”, finalizou a campeã olímpica.

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