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(Foto: Dimitar DILKOFF / AFP)

Milão-Cortina: um retorno às raízes nos Jogos Olímpicos de Inverno

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Da Redação 04/02/2026 às 08:03
São Paulo, SP

Os Jogos Olímpicos de Inverno retornam aos Alpes europeus, berço dos Jogos há 102 anos, para a edição de Milão-Cortina 2026, que começa nesta sexta-feira. A participação de uma das principais estrelas, a esquiadora americana Lindsey Vonn, permanece incerta.

A cidade francesa de Chamonix sediou os primeiros Jogos de Inverno em 1924, em uma cordilheira que tem sido de longe a mais importante na história do evento, recebendo dez das vinte e quatro edições anteriores. Este retorno para casa é único.

Vinte anos depois de Turim 2006, a Itália sedia seus terceiros Jogos de Inverno, após as edições realizadas no Canadá (Vancouver 2010), Rússia (Sochi 2014), Coreia do Sul (Pyeongchang 2018) e China (Pequim 2022).

As próximas edições, nos Alpes Franceses (2030) e em Salt Lake City (2034), também optam por formatos mais compactos. Em um esforço para maior sustentabilidade e para evitar elefantes brancos, a edição de 2026 marca simbolicamente essa mudança de estratégia, reutilizando ao máximo as instalações existentes. Por isso, tem a característica única de envolver três regiões do norte da Itália, num total de sete locais de competição distribuídos por 22.000 km², com duas cidades-chave que dão nome ao evento: Milão e Cortina d'Ampezzo.

Vonn, a grande incógnita

É precisamente nesta última localidade, o exclusivo resort das Dolomitas que acolheu os Jogos Olímpicos de 1956, que se espera o ponto alto da edição: a prova feminina de downhill com Lindsey Vonn neste domingo, dia 8... se o seu joelho esquerdo o permitir.

Na terça-feira, numa conferência de imprensa em Cortina, Vonn explicou que, na queda que sofreu na semana passada na Suíça, "rompeu completamente o ligamento cruzado anterior" e "lesionou o menisco". Apesar do boletim médico, ela afirmou que não desistirá de competir no domingo no downhill — a principal prova do esqui alpino —, modalidade na qual já foi campeã há dezesseis anos, em Vancouver 2010, e onde sonhava em reinar suprema aos 41 anos, um ano após retornar da aposentadoria.

Ela também planeja participar do combinado por equipes na terça-feira, dia 10, e do Super-G na quinta-feira, dia 12.

Caso Vonn não possa competir ou não esteja 100% para buscar a glória olímpica, outros atletas poderão aproveitar a oportunidade para brilhar, especialmente suas compatriotas Mikaela Shiffrin (esqui alpino) e Ilia Malinin (patinação artística).

O Efeito Trump

Os Estados Unidos podem estar em destaque não apenas por suas conquistas esportivas, mas também porque os recentes acontecimentos geopolíticos interferiram nos preparativos para os Jogos nos últimos dias.

"Qualquer coisa que desvie a atenção destes Jogos é triste, não é?" “Mas o que mantém minha fé intacta é que, assim que a cerimônia de abertura acontecer, assim que os atletas começarem a competir, o mundo se lembrará da magia e do espírito dos Jogos”, disse Coventry na ocasião.

Ela fez essas declarações após a reunião do Conselho Executivo do COI em Milão, aludindo às perguntas dos jornalistas sobre duas controvérsias: o envolvimento do chefe dos Jogos Olímpicos de Verão de Los Angeles 2028 nos e-mails do caso Epstein e a inquietação na Itália desde o envio de uma divisão do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) para estes Jogos de Inverno, apesar da reiteração do governo na quarta-feira de que esses agentes não terão um “papel operacional”.

“Mas o que mantém minha fé intacta é que, assim que a cerimônia de abertura acontecer, assim que os atletas começarem a competir, o mundo se lembrará repentinamente da magia e do espírito dos Jogos”, disse Coventry na ocasião.

A cerimônia acontecerá na sexta-feira em quatro locais, principalmente no icônico estádio San Siro, em Milão, e contará com a presença de dois dos colaboradores mais próximos do presidente dos EUA, Donald Trump: o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado americano, Marco Rubio.

Preparativos finais

Para a Itália, o evento representa uma vitrine para o mundo.

O governo de Giorgia Meloni tornou a construção da pista de bobsleigh em Cortina quase uma prioridade nacional, impedindo que o esporte fosse terceirizado para o exterior, e essa infraestrutura agora está concluída.

Outros projetos sofreram diversos atrasos e contratempos, como o teleférico em Cortina d'Ampezzo, destinado ao transporte de espectadores, e a arena de hóquei no gelo no bairro de Santa Giulia, em Milão, onde estrelas da NHL devem competir no que promete ser um torneio emocionante.

Os organizadores admitiram no domingo que algumas partes da arena ainda estão em construção, mas insistiram que a competição ocorrerá sem problemas.

*Por AFP

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