“Meta é ser número 1 até parar”, diz Bolt após recorde em Mundiais

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(R-L) Canada's Andre De Grasse, China's Su Bingtian, Jamaica's Usain Bolt and Turkey's Jak A li Harvey compete in the semi-final of the men's 100 metres athletics event at the 2015 IAAF World Championships at the "Bird's Nest" National Stadium in Beijing on August 23, 2015. AFP PHOTO / PEDRO UGARTE

O jamaicano Usain Bolt conquistou neste domingo o nono título mundial de sua carreira, um recorde na história do atletismo. Ganhador da prova de 100m em Pequim, o velocista, aos 30 anos de idade, manifestou o objetivo de seguir imbatível até encerrar a carreira.

Na final dos 100m, com o tempo de 9s79, Bolt acelerou nos últimos metros para superar o norte-americano Justin Gatlin por apenas um centésimo. O canadense Andre de Grasse e o norte-americano Trayvon Bromell, com os mesmos 9s92, dividiram o bronze.

“Eu competi relaxado, sem stress e consegui. Minha meta é ser o número 1 até me aposentar e por isso estou sempre me esforçando ao máximo. A questão é ir para a prova e fazer o que deve ser feito. Estava meio enferrujado na corrida. Poderia ter sido mais rápido”, declarou.

Punido duas vezes por uso de substância proibida, Gatlin, campeão olímpico dos 100m nos Jogos de Atenas 2004, credenciado pelos melhores tempos de 2015, entrou como favorito. Já Bolt disputou apenas três provas de 100m antes do Mundial em função de lesões.

A situação proporcionou um sabor especial à conquista alcançada no Ninho de Pássaro, estádio em que o astro iniciou sua coleção de medalhas olímpicas, no ano de 2008. “Significa muito, porque estive sofrendo durante toda a temporada. Demorei um tempo para resolver. Houve altos e baixos, mas agora está tudo bem”, declarou.

Recordista mundial dos 100m (9s58), Bolt é tricampeão da distância, já que também triunfou nas edições de Berlim 2009 e Moscou 2013. No total, o jamaicano reúne nove ouros no torneio, uma vez que coleciona vitórias nos 200m (3) e no revezamento 4x100m livre (3).

Com nove títulos mundiais na carreira, Bolt supera os norte-americanos Carl Lewis e Michael Johnson (8). Dono de 11 medalhas no torneio, ele também é o recordista em número de pódios. O jamaicano deve aumentar a lista de glórias nos 200m e no revezamento 4x100m em Pequim.

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