O russo Alexander Ovechkin, maior artilheiro da história da liga norte-americana de hóquei sobre gelo (NHL), pediu neste sábado, durante uma visita a Moscou, o retorno sem restrições dos atletas de seu país às competições internacionais.
"Espero que, em um futuro próximo, estejamos autorizados a participar e que nos seja permitido estar nos Jogos Olímpicos e nos Mundiais representando o país", declarou Ovechkin à AFP.
O jogador do Washington Capitals retornou ao seu país pela primeira vez desde que bateu em abril o recorde de gols na temporada regular da NHL. A marca pertencia ao canadense Wayne Gretzky, com 895 gols.
Ovechkin nunca escondeu seu apoio a Vladimir Putin e sua foto de perfil no Instagram é uma ao lado do presidente russo. Embora nunca tenha criticado a ofensiva russa na Ucrânia iniciada em 2022, o astro da NHL nunca a apoiou publicamente.
Desde fevereiro de 2022, a maioria dos atletas russos e bielorrussos estão afastados de várias competições esportivas internacionais. Alguns puderam retornar em certos esportes, sob bandeira neutra e desde que não tenham apoiado a invasão à Ucrânia, como ocorreu em algumas modalidades nos Jogos Olímpicos de Paris 2024.
Na esgrima, os atletas russos e bielorrussos estão autorizados a competir desde março de 2023. No tênis, participam dos circuitos profissionais.
Mas a Rússia continua vetada no hóquei sobre gelo, assim como em outros esportes importantes, como o futebol e o atletismo.
Os Jogos Olímpicos de inverno de Milão-Cortina serão disputados em fevereiro de 2026. Várias federações internacionais, como a de luge e a de biatlo, decidiram manter a exclusão, uma postura que pode ser seguida por outras nos próximos meses.