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Maria Portela fica com prata e Brasil leva segunda medalha no GP de Antalaya

São Paulo , SP
06/04/2019 14:25:25

Em: Lutas, Mais Esportes, Notícias

No segundo dia de Grand Prix de Antalya, na Turquia, o Brasil conseguiu apenas uma medalha, com Maria Portela chegando à final da categoria até 70kg, neste sábado.  Ela venceu três lutas nas preliminares, mas sofreu o ippon na final com a grega Elisavet Teltsidou. Foi a segunda medalha do Brasil na competição. Na sexta, Larissa Pimenta conquistou o bronze no meio-leve feminino (52kg).

Atual número 10 do mundo e cabeça de chave número um em Antalya, Portela estreou já nas oitavas-de-final com uma vitória nas punições sobre Aleksandra Samardzic, da Bósnia e Herzegovina. Nas quartas, derrotou a eslovena Anka Pogacnik com um waza-ari e avançou às semifinais.

Maria foi vice-campeã no GP (Foto: Divulgação/CBJ)

Nessa fase, a brasileira encarou um duelo pan-americano com a venezuelana Elvismar Rodriguez e levou a melhor, projetando a adversária por ippon para chegar à final do Grand Prix.

Na decisão, Maria conseguiu forçar duas punições à adversária e neutralizar as tentativas de ataque nos primeiros minutos. No entanto, a grega conseguiu achar um espaço e encaixou o golpe perfeito para ficar com a medalha de ouro.

“Primeiro, gostaria de agradecer ao pessoal do Brasil que está sempre torcendo, quem treina comigo e me apoia sempre. Esse Grand Prix tinha boas adversárias, estava um pouco mais forte do que o de Tbilisi (GEO). Eu fiz uma tática e consegui aplicá-la durante as lutas. Estou saindo feliz, apesar de ter perdido a final. Estou feliz por estar no pódio mais uma vez. Tem um longo caminho até 2020, mas cada passo é importante”, avaliou Portela.

O segundo melhor resultado do Brasil no dia veio com a meio-médio Alexia Castilhos (63kg), que chegou perto de subir ao pódio, mas terminou em sétimo lugar após cair na repescagem para a também venezuelana Ariquelis Barrios.

Castilhos venceu a sérvia Anja Obradovic e a chinesa Cuijuan Shi por ippon nas preliminares. Nas quartas, ela sofreu o revés diante da britânica Alice Schlesinger e não conseguiu recuperar-se na repescagem.

No feminino, o Brasil ainda teve Ellen Santana, que vinha de dois ouros nos Abertos de Lima e Santiago, mas não conseguiu repetir o desempenho. Ela caiu na primeira luta para a campeã europeia Kim Polling, da Holanda.

Já nas categorias masculinas, Eduardo Yudy (81kg) e Marcelo Contini (73kg) estrearam com vitórias, mas pararam nas oitavas-de-final. Yudy venceu o tcheco Jaromir Musil por ippon e não passou por Nebojsa Gardasevic. Contini conseguiu duas vitórias por ippon, superando o americano Nicholas Delpopolo e o romeno Victor Sterpu para chegar às oitavas, onde parou no mongol Odbayar Ganbaatar.

O Grand Prix de Antalya marcou ainda a estreia do novato Guilherme Schimidt (81kg), de apenas 18 anos, em competições sênior do Circuito Mundial IJF. Ele encarou o azeri Murad Fatiyev, também de 18 anos, e acabou perdendo nas punições. Foi a segunda vez que os dois se enfrentaram. Em 2018, Schimidt levou a melhor na Copa Europeia Sub-21 de Berlim.

Para finalizar, no domingo, 07, vão ao tatami Beatriz Souza (+78kg), Rafael Macedo (90kg), Gustavo Assis (90kg), Leonardo Gonçalves (100kg), Rafael Buzacarini (100kg) e David Moura (+100kg).

O Grand Prix de Antalya é a antepenúltima etapa antes da definição da seleção para o Campeonato Mundial, que sairá após o Grand Slam de Baku, em maio. Entre as duas competições, a seleção ainda disputará o Campeonato Pan-Americano de Judô em Lima, no Peru, ainda em abril.