Lutas

Esquiva Falcão fala sobre o desejo de reencontrar Murata: “Acredito que ele está fugindo”

Anuar Sayed, especial para a Gazeta Esportiva - São Paulo , SP
23/07/2019 07:52:14

Em: Lutas, Mais Esportes

Na última sexta-feira, Esquiva Falcão nocauteou o mexicano Jesus Gutierrez e deu um importante passo rumo ao cinturão. Para conquistar o título mundial, o pugilista brasileiro precisará reencontrar o japonês Ryota Murata, seu algoz da final das Olimpíadas de Londres, em 2012. Em entrevista exclusiva à Gazeta Esportiva, Esquiva comentou sobre uma possível revanche e relembrou a luta de sete anos atrás que, de acordo com ele, teve um resultado injusto.

Com a medalha de prata, Esquiva entrou na história como o primeiro brasileiro a disputar uma final olímpica de boxe, mas ainda assim, o capixaba de 29 anos acredita que o feito poderia ser ainda maior, se não fosse a decisão dos juízes. “Com certeza o resultado foi injusto. Já assisti essa luta mais de 20 vezes e em nenhum momento eu vi ele ganhando de mim”, afirmou.

“Pessoas do mundo inteiro dizem que eu ganhei, não só brasileiros, que seriam suspeitos. Até japoneses disseram que eu ganhei a luta. Não é só minha visão e dos torcedores brasileiros, é o mundo todo que viu. Então está claro que eu venci”, completou.

Naquela ocasião, Esquiva e Murata lutavam em condições diferentes da modalidade que praticam hoje, afinal, tratava-se de boxe olímpico. Para o brasileiro, as regras do profissional poderiam favorecê-lo: “No boxe profissional o resultado seria bem diferente. A pontuação é diferente, o juiz é diferente, mas acredito que no profissional, lutando 12 rounds com o Murata, ele não me encontraria.”

Esquiva aproveitou para projetar como seria seu comportamento em um novo confronto com o japonês: “Eu iria me movimentar, trabalhar bastante jab. Acredito em uma vitória em decisão unânime. Ele é um adversário duro, eu não arriscaria o nocaute, não iria para nocautear, iria para ganhar a luta do modo mais fácil, por ponto, sempre esperando o momento certo e nada de me arriscar muito.”

O desejo de reencontrar Murata não é recente. Esquiva Falcão afirma que há algum tempo o defensor do cinturão tem evitado esse combate: “O Bob Arum (presidente da Top Rank) falou comigo pessoalmente que ofereceu uma luta comigo para ele e ele não quis me enfrentar. Eu acredito que isso é medo, porque o Murata já lutou comigo e foi uma luta bastante equilibrada, muita gente acredita que eu ganhei a luta e acredito que ele também sabe que eu ganhei.

“Se não fosse o erro do árbitro a minha mão teria sido levantada. Acredito que ele está fugindo do combate, a revanche olímpica”, completou.

Apesar de Esquiva e Murata serem agenciados pela Top Rank, a decisão de realizar o confronto também depende das equipes de cada lutador: “Se a equipe do Murata não quer deixar ele lutar comigo, a Top Rank não pode fazer nada, porque eu ainda não sou número 1 ou 2 do ranking, mas quando for vai ser uma luta obrigatória pelo cinturão, aí ele vai ter que lutar comigo.”

Enquanto o reencontro não ocorre, Esquiva segue mantendo sua invencibilidade no boxe profissional. A última luta diante de Gutierrez marcou sua 24ª vitória, sendo a 16ª por nocaute. Subindo aos poucos no ranking, o brasileiro demonstra confiança para quando chegar o momento da revanche: “Eu conheço o Murata muito bem e sei como lutar com ele.”

 

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