O judô do Brasil ganhou nesta sexta-feira a terceira medalha de bronze no Grand Salm de Tel Aviv, em Israel. Um dia após as conquistas de Natasha Ferreira (48kg) e Larissa Pimenta (52kg), foi a vez de Daniel Cargnin no peso leve (73kg). Ele venceu o atual campeão mundial e número 3 do mundo, Tsogtbaatar Tsend-Ochir, da Mongólia, para ficar com o terceiro lugar. O novo pódio veio duas semanas depois do brasileiro ser vice-campeão do Grand Slam de Paris, na França.
Desde que faturou a sua primeira medalha no 73kg, no Grand Prix de Zagreb, na Croácia, em julho de 2022, Daniel Cargnin não sabe o que é ficar fora do pódio em uma competição. Já são seis eventos e seis medalhas em todos os níveis do circuito, de Open a Mundial. "Estou muito feliz com essa regularidade, em poder honrar o 73kg do Brasil. A gente sabe que é uma categoria muito difícil. Essa regularidade me traz muita confiança. Meu pensamento é sempre medalhar e, porque não, ser campeão olímpico em Paris", projetou.
O bronze em #JudoTelAviv foi a SEXTA MEDALHA SEGUIDA do @dadscargnin em competições internacionais no 73kg
🥉Grand Prix de Zagreb
🥉Campeonato Mundial
🥇Open de Córdoba
🥇World Masters
🥈Grand Slam de Paris
🥉Grand Slam de Tel AvivPrecisa nem dizer que tá voando, né? 🚀 pic.twitter.com/Fs9wtiuWnV
— CBJ (@JudoCBJ) February 17, 2023
Com os pontos, Daniel Cargnin subiu para a quarta posição no ranking mundial da Federação Internacional de Judô (IJF, na sigla em inglês) e chegou à Tel Aviv como um dos cabeças de chave da categoria.
Ele estreou com vitória sobre Khusniddin Karimov, da República Checa, e passou por Erdeneebayar Batzaya, da Mongólia, nas punições. A única derrota veio para Magdiel Estrada, de Cuba, nas quartas de final. Na repescagem, o brasileiro bateu o canadense Arthur Margelidon e foi para a disputa de bronze. Contra Tsend-Ochir, não deu espaço para o mongol e desferiu sua sequência de ataques para forçar três punições ao adversário e ficar com a medalha.
"Acredito que, hoje (sexta-feira), minha melhor luta foi contra o atleta que foi campeão mundial. Isso é uma parte psicológica que gostei de ver. Eu fico com essa medalha de bronze, mas sempre almejando o topo do pódio. Agora é voltar, ver o que deu certo, o que deu errado e reconstruir para sempre voltar melhor na próxima competição", resumiu Daniel Cargnin.
Outros brasileiros
O meio-médio Eduardo Yudy também andou bem em sua chave e chegou ao bloco final entre os oito melhores. Ele venceu Ari Winkler, de Israel, e Medickson Del Orbe Cortorreal, da República Dominicana, até chegar às quartas de final, onde caiu para o turco Vedar Albayrak, número 5 do mundo. Na repescagem contra Timo Cavelius, da Alemanha, sofreu um waza-ari no início da luta e não conseguiu reverter o placar a seu favor, terminando em sétimo lugar.
Na mesma categoria de Eduardo Yudy, o Brasil teve Guilherme Schimidt, que foi surpreendido por João Fernando, de Portugal, logo na primeira luta, sofrendo um waza-ari a poucos segundos do fim do combate sem tempo para reação.
NÃO DEU
Nossa @KetleynQ 63kg cruzou com a campeã olímpica Clarisse Agbegnenou 🇫🇷 na 1ª rodada e foi um lutão.
Kekynha teve um waza-ari marcado e retirado. Em seguida, a francesa marcou um waza-ari e finalizou com chave de braço.
Valeu, Keka! pic.twitter.com/VGcznLFyZv
— CBJ (@JudoCBJ) February 17, 2023
Entre as mulheres, Aléxia Castilhos (70kg) venceu Batsuuri (Mongólia), mas caiu para Elisavet Teltsidou (Grécia), nas oitavas de final. Luana Carvalho (70kg) não passou por Maya Goshen (Israel) na primeira luta; Tamires Crude (63kg) até marcou um waza-ari contra Mayllin Del Toro Carvajal (Cuba), mas perdeu nas punições; e Ketleyn Quadros (63kg) bateu na chave de braço aplicada pela multicampeã Clarisse Agbegnenou (França), que voltou a competir após dar à luz sua primeira filha.
Neste sábado, o judô brasileiro será representado em Tel Aviv por Samanta Soares (78kg), Giovanna Santos (+78kg), Giovanni Ferreira (90kg), Rafael Macedo (90kg), Leonardo Gonçalves (100kg), Rafael Buzacarini (100kg), Rafael Silva (+100kg) e João Cesarino (+100kg).